Saiba mais sobre Pepe, craque que ganhou mais títulos que Pelé no Santos

Brazilian football legend Edson Arantes do Nascimento, known as "Pele" (C), speaks next to former teammates Pepe (L) and Coutinho (R), during the autograph ceremony of his book "Segundo Tempo" (Second Half), in Santos, some 70 km from Sao Paulo, Brazil, on March 12, 2015.  AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA        (Photo credit should read NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)
À esquerda, Pepe também era conhecido como Canhão da Vila (NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

Quando indagado sobre quem é o maior artilheiro da história do Santos Futebol Clube, José Macia, mais conhecido como Pepe ou “Canhão da Vila”, não titubeia em responder: “Eu”. “Mas e Pelé”?, perguntam. “Pelé não conta, é ET”, emenda Pepe sem deixar a bola cair.

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Nascido em Santos no dia 25 de fevereiro de 1935, Pepe estreou no alvinegro praiano em 1954 e jamais defendeu outro clube. Em 15 anos de carreira, o “Canhão da Vila” marcou 405 gols em 750 jogos e conquistou nada menos que 27 títulos. É o maior campeão da história do Santos, com uma taça a mais que Pelé, que marcou 1071 gols pelo clube.

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Duas Libertadores, dois Mundiais e 11 Paulistas

Dentre os títulos de Pepe como jogador do Santos estão 2 Mundiais Interclubes (1962 e 1963), 2 Taças Libertadores (1962 e 1963), 5 Taças Brasil (seguidas, de 1961 a 1965), 1 Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1968), 4 Torneios Rio-São Paulo (1959, 1963, 1964 e 1966) e 11 Campeonatos Paulistas (o primeiro em 1955 e o último em 1969).

Azarado, mas bicampeão mundial com a Seleção Brasileira

Pepe jogou 40 partidas pela Seleção Brasileira e marcou 22 gols entre 1956 e 1965, e esses números poderiam ser maiores. Titular absoluto da Seleção Brasileira às vésperas das Copas do Mundo de 1958, na Suécia, e 1962, no Chile, Pepe se contundiu em ambas e deu lugar a Zagallo no time titular nas duas ocasiões.

Mesmo machucado, viajou com a equipe nas duas Copas e também tem o bicampeonato mundial pela Seleção Brasileira na sua galeria particular de títulos, além de das extintas Taça do Atlântico (1956 e 1960), Copa Rocca (1957 e 1963), Taça Bernardo O'Higgins: (1961) e Taça Oswaldo Cruz (1961 e 1962).

Brazil players relax in the grounds of the Hotel Sanderstead in Surrey: (back row, l-r) Zito, Coutinho, Eduardo, Gilmar, Pele, Rildo, Pepe; (front row, l-r) Roberto Dias, Lima, Mengalvio  (Photo by S&G/PA Images via Getty Images)
Fileira de cima, da esquerda para a direita: Zito, Coutinho, Eduardo, Gilmar, Pele, Rildo, Pepe; sentados, da esquerda para direita: Roberto Dias, Lima, Mengalvio (S&G/PA Images via Getty Images)

Começou a carreira de técnico no Santos

Após pendurar as chuteiras em 1969, Pepe logo se tornou treinador das categorias de base do Santos, assumindo os profissionais em 1972. No ano seguinte, o primeiro título na nova função: o infame Campeonato Paulista de 1973, dividido com a Portuguesa, graças a um erro na contagem dos pênaltis que decidiram o título.

Entre saídas e retornos ao Santos, Pepe treinou clubes como Paulista de Jundiaí, Atlético Mineiro e Náutico até chegar ao Fortaleza em 1985 e conquistou o Campeonato Cearense daquele ano.

Brasileiros pelo São Paulo e pelo Athletico Paranaense

Em 1986, o melhor ano da carreira de Pepe como treinador: mais um Campeonato Paulista, desta vez pelo surpreendente Inter de Limeira, e um Campeonato Brasileiro pelo São Paulo, decidido em fevereiro do ano seguinte.

Pepe voltaria a ser campeão com a Inter de Limeira em 1988, na Série B do Brasileiro. A galeria de títulos do treinador Pepe ainda tem o Campeonato Japonês de 1991-92 pelo Verdy Kawasaki e mais uma Série B do Brasileiro em 1995, pelo Atlético-PR (atual Athletico Paranaense). A Ponte Preta, em 2006, foi seu último clube.

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