Maicosuel nega inimizades e atribui saída a Dorival

<em>Maicosuel será emprestado ao Grêmio até o fim da temporada (Sergio Barzaghi/Gazeta Press)</em>
Maicosuel será emprestado ao Grêmio até o fim da temporada (Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

Pequenos detalhes separam o anúncio de Maicosuel como reforço do Grêmio, de acordo com o próprio meia. Em entrevista exclusiva ao Blog, concedida na tarde desta quarta-feira, o são-paulino explicou os motivos que o levaram a aceitar a oferta de empréstimo do atual campeão da Libertadores – ele será cedido de graça até dezembro. O Tricolor paulista ainda ajudará com pagamento de cerca de 40% de seus salários.

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No bate-papo por telefone, Maicosuel assegurou que não teve problemas com seus companheiros, nem com dirigentes durante os sete meses de Morumbi – o Blog revelou na segunda-feira que ele estava fora dos planos do Tricolor por causa de mau comportamento. O meia, de 31 anos, atribuiu sua saída ao técnico Dorival Júnior.

BLOG: A diretoria do São Paulo justificou a decisão de negociá-lo a problemas de indisciplina. Isso é verdade?
MAICOSUEL: Não é verdade, não. Pode falar com todas as pessoas que trabalharam comigo durante esses meses no São Paulo. Não tive problema com ninguém. Briga com nenhum jogador. Nada.

Nem com a diretoria? Você chegou a ser cobrado por mau comportamento?
Não. Minha relação com o Vinícius Pinotti (diretor-executivo de futebol no ano passado) era tranquila e nem cheguei a conversar com Raí e Ricardo Rocha (homens que cuidam do departamento de futebol desde janeiro) depois que eles assumiram.

Então por que acha que deixou de fazer parte dos planos do São Paulo ainda em janeiro?
A única coisa que explica essa saída do São Paulo é o Dorival. E o pior é que ele não falou nada para mim. Fiquei sabendo que não fazia parte dos planos dele por outras pessoas.

Você já é jogador do Grêmio?
Faltam pequenos detalhes. Mas, para sair do São Paulo, eu disse que tinha que ser uma coisa boa e o Grêmio pode proporcionar isso. É um clube com estrutura, tradição, torcida e que acaba de ser campeão da Libertadores. Pode ser o lugar perfeito para uma volta por cima.

Chegou a conversar com o Renato Gaúcho?
Não, ainda não tive essa chance.

Em pouco mais de sete meses no São Paulo, você só fez nove jogos e marcou um gol. Qual balanço faz da passagem no Morumbi?
Foi complicado, porque tive muito pouco tempo e várias coisas atrapalharam. Principalmente as lesões. Também não tive sequência de jogos, como outros atletas tiveram. Mas não tem muita desculpa, não. Não joguei bem nas oportunidades que apareceram.

Qual momento ficará guardado?
Tive momentos felizes, mas acho que o principal foi aquela vitória contra o Atlético-PR, no jogo em que marquei um gol (o Tricolor venceu de virada, por 2 a 1, em 14 de outubro, deixando a zona de rebaixamento do Brasileirão na 28ª rodada).

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