Maicon exime zaga de culpa por gol, mas admite incômodo com jejum

Não foi dessa vez que o São Paulo terminou um jogo da temporada sem ser vazado pelo seu adversário. No Morumbi, neste domingo, a equipe de Rogério Ceni levou gol pela 13ª partida consecutiva. E custou caro. Jô decretou o empate no Majestoso e frustrou os pouco mais de 51 mil são-paulinos que compareceram para apoiar sua equipe no único clássico que Tricolor pôde fazer como mandante nessa primeira fase do Campeonato Paulista.

Maicon, zagueiro e capitão do São Paulo, dessa vez saiu em defesa de seus companheiros e do setor do time quem vem sofrendo com tantas críticas. Para o experiente jogador, o cruzamento de Guilherme Arana foi fatal para que Jô encontrasse a liberdade necessária para marcar o gol corinthiano.

“Quando se tem um gol, a gente sempre tende a char um culpado. Em certos momentos a gente tem que dar mérito ao adversário. Foi um bom cruzamento. Uma bola que fica difícil para a saída do goleiro, e se não estiver colocado no atacante, também fica difícil para os zagueiros. Foi num bom cruzamento, um bom gol”, avaliou Maicon, que por outro lado não escondeu a insatisfação pelo quinto jogo seguido sem vitória do São Paulo.

“Claro que incomoda um pouco, não conseguimos esse objetivo, buscamos o jogo do começo ao fim. A equipe do Corinthians é isso, forte defensivamente. Nossa equipe buscou, correu… Não fizemos. Perdemos dois pontos importantes”, disse o defensor, que ficou de fora dos últimos seis jogos do Tricolor por causa de uma lesão.

“Jogamos contra uma equipe grande, uma das melhores defensivamente. Vimos uma equipe recuada, sempre atrás. O nosso rendimento não caiu tanto assim. A gente teve oportunidade de gol. Foram poucos? Foram. Mas criamos. Não conseguimos a vitória por um pequeno detalhe”, concluiu o capitão.

Outro que preferiu contemporizar a postura do sistema defensivo do São Paulo no lance que gerou o gol do arquirrival no Morumbi foi Cícero. Apesar das críticas do próprio Rogério Ceni, o meio-campista, assim como Maicon, evitou apontar culpados.

“É o coletivo. Eu estava no lance lá, perto do cruzamento. Ali é um conjunto. O que vale é que a equipe deu uma resposta boa”, disse o camisa 8, autor da assistência justamente para o gol de Maicon nesse domingo. Aliás, ao falar sobre a polêmica comemoração de seu companheiro, que acabou sendo retrucada pelo Corinthians poucos minutos depois, Cícero também lembrou da provocação de Kazim, na véspera do Majestoso.

“Antes do jogo eles também postaram um monte de coisa ai, fiquei sabendo, nem tenho rede social, mas a gente viu a provocação. Para te falar a verdade, só vi todo mundo correndo depois que toquei de cabeça. Eu vim por trás, nem vi a comemoração dele (Maicon). Mas acho que no futebol tem que haver o respeito independente do espaço que você está ocupando. Um dia antes mandaram uns negócios ai zoando e tal, então, não vejo problema nenhum, porque a provocação veio primeiro do lado de lá”, concluiu.