Maia sobre Salles: Não satisfeito em destruir o meio ambiente, resolveu destruir o governo

Grasielle Castro
·Editora sênior, HuffPost Brasil
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Rodrigo Maia é um dos aliados de Ramos.  (Photo: Andressa Anholete via Getty Images)
Rodrigo Maia é um dos aliados de Ramos. (Photo: Andressa Anholete via Getty Images)

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, entrou na disputa interna do governo para defender o general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo. “O ministro Ricardo Salles, não satisfeito em destruir o meio ambiente do Brasil, agora resolveu destruir o próprio governo”, afirmou Maia, em sua conta no Twitter.

Ramos tem respaldo no Congresso e é bem avaliado no trabalho de fazer a ponte entre os parlamentares e o Executivo. Esta semana foi exposto, no jornal O Globo, uma rixa entre ele e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ramos estaria atuando a favor de um corte maior no orçamento do Ministério do Meio Ambiente e preservando recursos de outras pastas.

Essa atitude seria o que está por trás da irritação de Salles. O ministro chegou a fazer um post no Twitter, no qual chamava Ramos de “Maria Fofoqueira”. ”@MinLuizRamos não estiquei a corda com ninguém. Tenho enorme respeito e apreço pela instituição militar. Atuo da forma que entendo correto. Chega dessa postura de #mariafofoca”, escreveu e apagou em seguida.

De acordo com a Folha de S.Paulo, as críticas feitas a Ramos têm endosso dos filhos do presidente. O jornal informa que eles têm pressionado para que o presidente Jair Bolsonaro demita o general. Em meio à pressão, eles também tem articulado com aliados do governo para promover a fritura de Ramos.

Queimadas

Por trás da briga política estão as ações de controle das queimadas e desmatamento. A rixa entre os ministro se tornou evidente após o Meio Ambiente paralisar todas as ações de combate a incêndios com argumento de que não tem dinheiro. Essa mesma narrativa já foi usada meses atrás por Salles como ferramenta para atingir a ala econômica do governo.

A suspensão das atividades do Ibama ocorreram na noite de quarta-feira (21). No fim da tarde de sexta (23), após a queda de braço entre os ministros se tornar pública, o governo determinou a retomada das ação dos brigadistas.

Até o dia 22 de outubro, a Amazônia já somava mais queimadas que as registradas em todo ano passado. Os focos de calor em outubro é 73% maior que o aferido no mesmo período do ano passado.

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Este artigo apareceu originalmente no HuffPost Brasil e foi atualizado.