Mãe de menina Raíssa entra para programa de familiares de vítimas

Raíssa tinha apenas 9 anos e foi morta em setembro deste ano. Foto: Reprodução
Raíssa tinha apenas 9 anos e foi morta em setembro deste ano. Foto: Reprodução

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) informou, na última quarta-feira (6), que a mãe da menina Raíssa Eloa Capareli Dadona recebeu um encaminhamento da Promotoria da Infância e da Juventude da Capital para o Cravi (Centro de Atendimento e Apoio à Vítima) da Secretaria de Estado da Justiça.

Rosevania Capareli Rodrigues também foi encaminhada para o Projeto Cadê Você, do Instituto Mara Gabrilli. Os programas são voltados para vítimas, seus familiares e pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social.

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A medida foi tomada pela promotora Tatiana Callé Heilman e é reflexo da política criminal do Ministério Público. Ela atua em casos como o que vitimou Raíssa na esfera socioeducativa em relação ao autor do crime, mas também no amparo psicológico às famílias de vítimas.

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Raíssa tinha apenas 9 anos e foi estuprada e morta no dia 29 de setembro deste ano na zona norte de São Paulo. O autor do crime foi um menino de 12 anos, que foi flagrado por câmeras de segurança quando estava andando pela rua com a garota.

Ela tinha desaparecido após uma festa que acontecia em um CEU (Centro Educacional Unificado). Depois de ter sido visto com a menina, o garoto foi considerado suspeito. Ele, então, apresentou diferentes versões sobre o que tinha acontecido no dia do crime, até que confessou.

Os dois se conheciam antes do crime. Eles moravam na mesma rua e tinham uma amizade. Porém, o menino já tinha um histórico de agressividade com colegas e de atos obscenos com outras meninas. 

Investigações mostraram que o garoto se inspirou em filmes de terror para cometer o crime. A Justiça condenou o menino, na última quarta-feira, por homicídio qualificado e ele cumprirá medida socioeducativa. 

A Justiça entendeu que houve morte por asfixia, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio contra pessoa menor de 14 anos e homicídio para ocultação de crime antecedente (nesse caso, o estupro).

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