Média de gols tem queda com Sylvinho e Corinthians busca ataque mais consistente

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Quem vê os jogos do Corinthians sob o comando de Sylvinho, já percebeu que a defesa se acertou e mostra consistência, no entanto também nota que o ataque tem deixado a desejar, não só em termos de desempenho, mas em números. A média de gols da equipe é quase três vezes menor do que antes da chegada do técnico nesta temporada. Contra o Internacional, na Neo Química Arena, neste sábado, a esperança é de que isso possa começar a mudar.

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Até aqui, com Sylvinho, o Timão fez dez jogos e marcou apenas seis gols, uma média de 0,6 por partida. Não é difícil entender esse índice, já que em cinco duelos com o treinador a equipe saiu de campo sem balançar a rede. Foram duas derrotas (ambas para o Atlético-GO) e três empates em 0 a 0 (Atlético-GO, Bahia e São Paulo), quando a defesa garantiu a falta de inspiração do ataque.

Se compararmos esses números com aqueles acumulados antes da chegada de Sylvinho, veremos que a diferença é bem grande. Foram outros 22 jogos na temporada 2021 com Vagner Mancini e Fernando Lázaro (interino). Ao todo, 37 gols foram marcados, o que resulta em uma média de 1,68 gol por partida, ou seja, 2,8 vezes maior do que a registrada com o comandante atual.

É preciso medir também o nível de dificuldade dos adversários nesses dois momentos. No anterior a disputa era no Paulistão, na Copa Sul-Americana e em fases preliminares da Copa do Brasil, quando se enfrenta rivais com menor nível técnico. Enquanto o momento atual coloca o Timão para encarar clubes de Série A a cada três dias, ou seja, com maior nível de dificuldade.

Mas Sylvinho não esconde de ninguém que buscou primeiro acertar a defesa e deixá-la mais consistente, o que é possível notar não só no desempenho, como também nos números. Antes da chegada do treinador, a média de gols sofridos era de 0,86 por jogo, enquanto a média atual é de 0,8. Índices muito próximos, mas que mostrou que o trabalho está no caminho certo para esse setor.

O desafio é que essa consistência seja levada também para o setor ofensivo, o que já era bem difícil sob o comando anterior e parece pior agora, quando se aliam os problemas que já existem e o nível de dificuldade dos adversários. A ideia é que isso se resolva gradativamente, mas é preciso dar respostas rápidas. A oportunidade já será neste sábado, contra Internacional, clube que jamais venceu na Neo Química Arena. Adversário ideal para o ataque funcionar.

Confira os números citados acima:

Antes da chegada de Sylvinho na temporada (Mancini e Fernando Lázaro)

22 jogos
37 gols marcados (1,68 gol por jogo)
19 gols sofridos (0,86 gol sofrido por jogo)

Depois da chegada de Sylvinho
​10 jogos
6 gols marcados (0,6 gol por jogo)
8 gols sofridos (0,8 gol sofrido por jogo)

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