Mãe de Pelé não sabe de morte e será preservada por saúde debilitada

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - Celeste Arantes, mãe de Pelé, ainda não sabe da morte do filho na última quinta-feira (29) por falência de múltiplos órgãos em decorrência da progressão de um câncer de cólon.

Por preocupação com sua saúde, a família do Rei do Futebol optou por preservá-la da notícia. Ela completou 100 anos no último dia 20 de novembro, data da abertura da Copa do Mundo do Qatar.

Celeste vive sob cuidados de "home care", com uma estrutura hospitalar montada em casa, com a família de Maria Lúcia, de 78 anos, irmã mais nova do Rei do Futebol.

Pelé, sua mãe, Celeste, e o pai, Dondinho - Acervo UH - 1962/Folhapress

Maria Lúcia evitava atender ligações e, inicialmente, pensava em não ir ao velório que se inicia na próxima segunda-feira (2), às 10h (de Brasília).

À ESPN, contou ter visitado o irmão no hospital Albert Einstein, em 21 de dezembro, e afirmou que "ele próprio já estava sentindo, já sabia que estava partindo".

"Ele é muito religioso, ele falava: 'está nas mãos de Deus'. E eu dizia: 'é isso mesmo, ele sabe o momento certo'", explicou.

Na programação do cortejo fúnebre, que acontecerá em Santos pouco antes do sepultamento do eterno craque, na próxima terça-feira (3), a carreata com o corpo do Rei do Futebol passará pelo canal 6 do município, onde vive hoje dona Celeste.

No aniversário mais recente dela, Pelé homenageou a mãe pelas redes sociais. "Hoje, celebramos 100 anos de vida da Dona Celeste. Desde criancinha, ela me ensinou o valor do amor e da paz. Eu tenho muito mais de uma centena de motivos para agradecer por ser o seu filho. Compartilho essas fotos com vocês, com muita emoção por celebrar este dia. Obrigado por todos os dias ao seu lado, mãe", publicaram os perfis oficiais do Rei.

O outro irmão, Jair Arantes do Nascimento, o Zoca, morreu em 26 de março de 2020, aos 77 anos, após complicações de um câncer de próstata.

A operação de despedida a Pelé, maior jogador da história do futebol, já é trabalhada pelo clube há meses —apesar da morte recente. Na última semana, viralizaram nas redes sociais uma série de vídeos de uma estrutura para o velório sendo montada na Vila. O Santos não se pronunciou a respeito.

O VELÓRIO

Apesar da presença de público, que poderá se despedir do Rei do Futebol, a solenidade deve acontecer com caixão lacrado, com rígido protocolo de segurança. A previsão é para que tenha início às 10h (de Brasília).

Haverá ainda um cortejo pelas ruas de Santos. O sepultamento reservado aos familiares será no Memorial Necrópole Ecumênica, já na manhã de terça (3).

Os acessos para a cerimônia foram definidos com o portão 1 para a entrada de floriculturas. Posteriormente, serão posicionadas coroas de flores nas cadeiras laterais do estádio.

Os fãs poderão entrar pelos portões 2 e 3 da Vila Belmiro, os principais, e seguirão, em fila indiana, até se aproximarem do local onde ficará posicionado o caixão. A exemplo de como foi o funeral da Rainha Elizabeth 2ª, as pessoas não poderão parar. Elas sairão pelos portões 7 e 8.

Em fotos aéreas, já é possível ver duas tendas montadas no centro do gramado onde Pelé se despediu do clube em partida diante da Ponte Preta, em 1974, ajoelhando-se no gramado.

Em um dos acessos, somente os familiares, algumas autoridades —como uma eventual presença do Presidente da República—, além de ídolos do Santos Futebol Clube poderão entrar. Não foi informado pelo clube qual será.

No portão 10, o Salão de Mármore, ficarão membros do Conselho Deliberativo, políticos e convidados. No portão 20, serão posicionados os jornalistas que precisarão passar por credenciamento prévio para a cobertura.