Mário Bittencourt lembra 'incêndios apagados' nos primeiros meses da gestão e vê avanço no Fluminense

Luiza Sá
LANCE!


Em 11 de junho de 2019, Mário Bittencourt dava início à sua gestão no Fluminense após uma eleição antecipada por seu antecessor Pedro Abad. Um ano depois, a avaliação, apesar de cautelosa por conta das dificuldades que o clube ainda vive, é positiva. Em entrevista ao LANCE!, o presidente do Tricolor relembrou os primeiros meses conturbados do mandato dentro de campo e nos bastidores financeiros e políticos.

- Foi um primeiro ano de muitas dificuldades e, mesmo assim, bons avanços. É importante lembrar que quando assumimos, em 2019, o planejamento do futebol já estava pronto e com o time em situação ruim na tabela. Nos primeiros seis meses apagamos mais incêndios do que efetivamente conseguimos colocar nossas ideias em prática. De toda forma, conseguimos manter a equipe na Série A e classificar para a Sul-Americana - disse.

Os "incêndios" aos quais Mário se refere foram as diversas dívidas e penhoras que o Fluminense sofreu, além das polêmicas com Celso Barros, hoje afastado do futebol, mas vice-presidente eleito na chapa. O time também enfrentava situação complicada no Campeonato Brasileiro lutando contra o rebaixamento. O L! relembrou os eventos mais importantes dos 12 meses de gestão.



Para esta temporada, o Fluminense contratou mais de 10 jogadores e fechou esse "ciclo" com a chegada do ídolo Fred, algo sonhado pela diretoria desde o início. A pandemia do novo coronavírus influenciou diretamente nos últimos meses, mas, ainda assim, o dirigente avalia positivamente o momento.

- Esse ano, no futebol, montamos nosso primeiro planejamento efetivo de gestão, que acabou sendo interrompido por conta da pandemia. Será mais um recomeço, mas estamos preparados. Nos outros departamentos também conseguimos avanços interessantes mas ainda há muito a crescer. Nestes quase 90 dias de paralisação, até por questões da grande demanda, os departamentos de marketing, comunicação, jurídico, financeiro e ações sociais têm sido alicerces da gestão e da sobrevivência do clube. Tenho muito a agradecer a todos. O trabalho de reconstrução está apenas no início - completou.

Durante a pandemia, o Fluminense teve um crescimento significativo nas redes sociais, principalmente por ações com o lançamento da nova camisa e da chegada de Fred. Além disso, renegociou penhoras, distribuiu cestas básicas e pagou algumas folhas salariais. Nesse quesito, o atraso atual é, além do mês de abril, cerca de 40% para os funcionários que ganham acima de R$ 1.500, além dos jogadores.




Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

Leia também