Márcio 'Lyoto' lembra passagem pelo UFC e avalia "principal erro" da carreira

AgFight

Apesar de ter 30 anos recém-completados, Márcio ‘Lyoto’ tem muita história para contar no MMA. Profissional desde 2012, o catarinense foi um dos destaques da terceira edição do programa ‘TUF Brasil’, conseguindo um contrato com o UFC após ser o vice-campeão do torneio dos médios (84 kg). Dentro da organização, porém, ele não atendeu as expectativas e foi dispensado depois de mais duas derrotas.

Três anos e meio depois de seu último duelo dentro do octógono, o lutador analisou suas chances de voltar ao evento e lembrou aquele que, em seu julgamento, foi o “principal erro” da carreira: descer de categoria. Depois de perder para Warlley Alves na final do TUF, ‘Lyoto’ decidiu migrar para os meio-médios (77 kg), categoria na qual seria maior e mais forte do que seus oponentes.

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No entanto, a medida não deu certo. Na nova divisão, ele enfrentou atletas bem mais experimentados – Tim Means e Court McGee –, foi derrotado nos dois confrontos e demitido da liga. Revisitando sua passagem pelo Ultimate, ele afirmou que tomou o caminho errado.

“Eles (Tim e Court) eram atletas mais experientes e com mais lutas do que eu na organização. Mas quando se fala do UFC, todos os atletas estão bem preparados. Não existe atleta de nível baixo no UFC. Todos são bons tecnicamente, completos, com poder de nocaute, finalização, consciência boa ou muito boa de grappling… São os melhores atletas do mundo”, falou, antes de ressaltar o que aprendeu com as derrotas.

“Me ajudaram a crescer. O Tim Means me abriu a cabeça de uma maneira muito boa. Fiz uma luta de 3 rounds duríssima com ele, perdi um pouquinho pela falta de gás, também, acho que foi o fator crucial. Mas ele me ajudou a evoluir muito. Depois,  contra o Court McGee ele me deu aquela noção de que eu percebi que estava lutando na categoria errada. Acho que foi o fator crucial para eu ter perdido as duas lutas e ter saído do UFC. Fiz o TUF Brasil 3 em 84 kg e depois decidi que queria baixar uma categoria, sendo que eu tinha altura e peso para lutar de 84, sendo que foi a categoria que eu fiz toda a minha carreira. Acho que esse foi o principal erro nessa caminhada da minha carreira”, admitiu.

No ano passado, Márcio esteve muito próximo de voltar ao Ultimate. Ele participou da edição brasileira do programa ‘Contender Series’, realizado em Las Vegas (EUA). Lá, apesar de ter finalizado Leonardo ‘Cabeção’ ainda no primeiro round, a organização não o contratou. Ele recordou a frustração com não voltar à liga mesmo com uma vitória convincente e deu a sua versão para o fato de não ter sido escolhido.

“Eu estava bem preparado física e mentalmente, fui lá, fiz meu trabalho da melhor maneira possível, consegui uma finalização com menos de dois minutos de luta no primeiro round. E com aquele resultado, na minha cabeça, eu estaria contratado e seria o meu retorno para o UFC. Infelizmente, não aconteceu dessa maneira. Analisando a proposta do programa, depois, acho que eu não tive tempo de mostrar para o UFC o quanto eu evoluí na minha parte de trocação, movimentação, poder de nocaute. Foi uma finalização rápida, uma luta rápida, e acho que na cabeça deles ficou devendo um pouco. Pelo fato de eu ter conseguido uma vitória com uma excelente performance, eu achava que iria ser contratado, e fiquei um pouco frustrado, sim, não entendi de início por que eu não retornei ao UFC”, analisou.

O último compromisso de ‘Lyoto’ foi no Future FC 4, em abril, quando enfrentou Wellington Turman. O resultado, porém, não foi o que o catarinense esperava. O rival conseguiu uma finalização ainda no assalto inicial e freou o embalo de Márcio. Apesar da decepção, o lutador reforçou o desejo de voltar a uma grande organização e afirmou que terá tempo de conseguir realizar o sonho.

“A maneira de chamar a atenção do UFC novamente é trabalhar duro. Não desistir do sonho, continuar sempre motivado, pensando sempre em vencer a próxima luta, dar o melhor e fazer o melhor trabalho possível. Os resultados eu sei que virão. Sou novo ainda, tenho muita chance de brilhar muito, tenho muito para dar, uma carreira enorme pela frente”, finalizou.

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