Luxemburgo lembra Dérbi na Liberta de 2000 ao L!: 'Nível de Champions'

William Correia
LANCE!


Neste sábado, completam-se 20 anos do último e histórico Dérbi na Libertadores. Em 6 de junho de 2000, Marcos saltou em seu canto direito para defender pênalti cobrado por Marcelinho Carioca e classificar o Palmeiras para a final. Mas o que Vanderlei Luxemburgo, então técnico da Seleção Brasileira, mais se recorda é da qualidade que se viu nos dois confrontos no Morumbi: 4 a 3 para o Corinthians na ida, 3 a 2 para o Verdão na volta.

- Lembro dos jogos. Foram dois jogos fantásticos. Eram jogadores fantásticos, que jogariam a Champions League com facilidade. Não é fácil achar uma semifinal com 12 gols em dois jogos. De jeito nenhum - comentou o atual treinador do Palmeiras, em entrevista ao LANCE!

No ano anterior, já como técnico da Seleção, Luxemburgo tinha ido ao Camp Nou, em Barcelona, ver o inglês Manchester United conquistar a Liga dos Campeões diante do alemão Bayern de Munique. Mas falou, na época, que os duelos entre Corinthians e Palmeiras, nas quartas de final da Libertadores de 1999, tinham qualidade superior - o Verdão também passou nos pênaltis, após ganhar a ida por 2 a 0 e levar 2 a 0 na volta.

Hoje, o treinador mantém as palavras de comparação entre confrontos envolvendo grandes equipes brasileiras e as partidas da principal competição continental do mundo. Vanderlei Luxemburgo considera que essa era a tônica daquele momento, diferentemente de partidas que considerou melancólicas recentemente e o fizeram cogitar aposentadoria.

- Naquela época, as finais eram sempre com grandes jogos. Não tinha joguinho, não. Você podia comparar com a Champions naquela época, inclusive o Campeonato Brasileiro, sem dúvida. Dois times brasileiros em fases finais de Libertadores batiam com os da Champions tranquilamente - disse Luxemburgo, que, efetivamente, viu muitos dos que participaram daquele Dérbi de 6 de junho de 2000 frequentarem a Seleção Brasileira.

Do Palmeiras que iniciou o histórico Dérbi, Luxemburgo convocou o goleiro Marcos, o zagueiro Roque Júnior, o lateral-esquerdo Júnior, os volantes Rogério (usado como lateral-direito naquele clássico) e César Sampaio e o meia Alex. Depois dele, o atacante Euller também foi lembrado. Antes, o zagueiro Argel e o atacante Marcelo Ramos atuaram no time nacional. Só o volante Galeano, herói do segundo jogo ao fazer o gol da vitória, nunca recebeu um chamado.

Do Corinthians titular naquela partida decisiva, Luxemburgo convocou o goleiro Dida, o zagueiro Fábio Luciano, o volante Vampeta, os meias Ricardinho e Marcelinho Carioca e os atacantes Edilson e Luizão. Depois, por outros técnicos, foram convocados o lateral-esquerdo Kleber e o volante Edu, e o zagueiro Adilson frequentou a Seleção no começo dos anos 1990. Apenas o lateral-direito Daniel não defendeu o time nacional brasileiro em nenhum período.









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