Luta Greco-Romana x Luta Livre: Conheça as diferenças

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Na luta livre pode-se usar as pernas para os golpes (Getty Images)
Na luta livre pode-se usar as pernas para os golpes (Getty Images)

Tanto a Luta Greco-Romana quanto a Luta Livre podem ser descritas brevemente como dois atletas vestindo malhas justas tentando derrubar um ao outro no tatame. Essa, assim como algumas outras afirmações - e regras - são iguais em ambos estilos, que integram a modalidade Lutas Olímpicas. Diferenças, a rigor, são apenas duas.

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A mais evidente delas diz respeito aos membros do corpo que podem ser usados para aplicar os golpes e se defender: na Luta Greco-Romana, apenas braços e mãos podem golpear o oponente, sempre acima da linha de cintura. Na Luta Livre, as pernas também podem ser utilizadas na aplicação de “tesouras”, bem como ser alvo de golpes do adversário.

Outra diferença está no encerramento precoce da luta por diferença de pontuação. Na Luta Greco-Romana, o duelo acaba quando um dos lutadores abre oito pontos de vantagem. No estilo Livre, essa diferença precisa ser de seis pontos.

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Semelhanças entre as disputas

Tanto a Luta Greco-Romana quanto a Luta Livre são disputadas em dois rounds de três minutos cada, com 30 segundos de intervalo (com possibilidade de hidratação dos atletas). Ao final de cada, um dos competidores é declarado vencedor daquele round. Se cada atleta vencer um round, disputa-se um período extra para desempate. O round extra também é disputado se um atleta vencer dois rounds mas sem atingir pelo menos três pontos.

O golpe é caracterizado quando o atleta fixa os dois ombros do oponente no chão e podem valer de 1 ponto (quando o oponente é derrubado, mas não imobilizado, ou quando é empurrado para fora fora da área de luta) a 5 pontos (quando um lutador derruba o adversário por cima dos ombros), de acordo com o grau de dificuldade.

De esporte ‘fundador’ dos Jogos à (quase) exclusão do programa olímpico

A Luta Greco-Romana foi um dos esportes disputados na primeira edição dos Jogos Olímpicos, em Atenas 1896. Ficou de fora em Paris 1900 e em Saint Louis 1904. Nesta, houve a estreia da Luta Livre, que ficou de fora de Londres 1908 e Estocolmo 2012, quando a Greco-Romana retornou. A partir dos Jogos da Antuérpia 1920, os dois estilos estiveram presentes no programa olímpico, com a entrada de categorias femininas a partir de Atenas 2004.

Em 2013, votou-se pela exclusão das Lutas Olímpicas dos Jogos e a Rio 2016 marcaria a despedida da modalidade do programa olímpico. A decisão gerou uma intensa mobilização de federações e atletas. O armênio Armen Nazaryan (bicampeão olímpico em Atlanta 1996 e Sydney 2000) e o russo Sagid Murtazaliev (campeão em Sidney 2000) devolveram suas medalhas olímpicas de ouro em protesto e Nazaryan, então treinador da equipe da Bulgária, fez até greve de fome. O COI acabou voltando atrás e as Lutas Olímpicas foram mantidas no programa olímpico de Tóquio 2020.

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