Lula cita tempos em que trabalhador comprava picanha; veja crescimento do preço da peça

Redação Finanças
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Em transmissão ao vivo feita nas redes sociais nesta quarta-feira (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que "ficava feliz de ver o trabalhador pegando a picanha e falando: vou comer picanha". Nos últimos 12 meses, o corte de carne de primeira aumentou 26,9%.O índice é elaborado pela consultoria GFK e foi divulgado pelo Estadão.

A carne ficou entre os produtos com maior alta acumulada, com 25,89% nos últimos 12 meses, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Em janeiro deste ano, a alta registrada foi de 0,53%. No fim de 2020, houve alta em todos os cortes de carne bovina, de acordo com o IPCA. Em setembro o aumento foi de 3,90%, em outubro de 3,01%, em novembro de 5,03% e 1,91% em dezembro.

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No mesmo espaço de tempo, a inflação do que é chamado prato feito dos mais pobres, preparado em casa, subiu quase 40%. Ele inclui arroz, feijão, carne de segunda, óleo, batata. A diferença entre o dos mais ricos é a carne de primeira no lugar na de segunda.

Com a alta demanda externa e do dólar nos últimos meses, o preço da carne bovina nos últimos meses disparou.

O discurso de Lula foi o primeiro pronunciamento após decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todas as condenações envolvendo as investigações da Operação Lava-Jato.