Luis Roberto fala sobre a Fórmula 1: 'Minha relação com o automobilismo começou por causa de Interlagos'


Durante live para o 'Motorsport', da 'Uol', o narrador Luis Roberto relembrou momentos marcantes da carreira, sua paixão pelo automobilismo, a cobertura da morte do ídolo Ayrton Senna e explicou sobre o famoso bordão que viralizou nas redes sociais: "Esses negros maravilhosos".

- A minha relação com o automobilismo começa por causa de Interlagos. Quando Interlagos foi inaugurado e principalmente quando a gente começou a ter a possibilidade de receber a F1 no Brasil, Interlagos teve aquela obra para deixar o autódromo no ponto e a gente teve uma corrida de exibição (da F1, em 1972). E São Paulo parou. A gente está falando de um Emerson Fittipaldi no auge. Isso foi uma corrida exibição, não valeu pontos para o mundial. Não fui nessa corrida - revelou o narrador, e em seguida completou.

- Mas aí a gente passou a frequentar o autódromo. A gente tinha outros tipos de categorias. Ainda não era a Stock, não. Mas o meu 'primeiro contato' é o GP do Brasil vencido pelo José Carlos Pace (em 1975) com o Emerson em segundo. Eles na verdade estavam em segundo e terceiro, mas o Jean-Pierre Jarier parou na Reta Oposta com pane seca na última volta. Aí eu passo a ter uma relação muito afetiva com o automobilismo. A minha porta de entrada é mesmo a F1 - apontou.

Além disso, o narrador contou como foi o trabalho nos arredores do hospital após a morte do ídolo Ayrton Senna, no dia primeiro de maio de 1994, em Ímola, na Itália. Segundo Luís Roberto, o acontecimento causou um enorme impacto e foi um aprendizado não só jornalístico, como de vida.

- Entrou um carro e a gente entrou... Jornalista, a gente entrou... Quando abriu a porta lá do fundo do IML saiu uma senhora. E ela pergunta: 'Vocês querem olhar [para o corpo de Senna]?'. E a gente olhou um para a cara do outro e: 'Não'. Tem uns colegas jornalistas que acham que 'tinha que ter ido ver'. Não! Ela falou: 'Tem um ferimento no rosto e a cabeça está inchada. E ao lado está o corpo do Roland Ratzenberger'. É muito forte... - destacou.

Em 2014, durante a Copa do Mundo, o narrador entoou um bordão que viralizou na internet e sempre é lembrado. Foi na partida entre França e Suíça, pelo grupo E do Mundial, em Salvador, que Luís Roberto ao se referir à geração francesa que goleava os rivais, disse: "Esses negros maravilhosos". De acordo com o jornalista, o bordão é uma homenagem a seu pai, que elogiava o time do Santos de Pelé.

- Na verdade, o meu pai falava isso se referindo ao ataque do Santos. Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pelé, porque o Pepe é branquinho. Eram os negros maravilhosos vestidos de branco, e aquilo me veio à cabeça com a França [no jogo contra a Suíça, na Copa do Mundo de 2014]. Aí os chefes falaram: 'Não sei se é legal...'. Aí acabou a Copa [de 2014], virou meme e deixei quieto. Quando tava para chegar 2018, o primeiro time que eu completei no álbum de figurinhas foi a França - salientou, e em seguida completou.

- Aí botei uma foto no Instagram: 'Eles estão de volta'. Aí o bicho pegou, achei divertido. Quando fui narrar o primeiro jogo da França que eu fiz na Copa, ficou aquela expectativa, dizem que 'travou' a internet, porque eu gravei um vídeo dizendo que talvez usasse [a frase] de novo. Só que naquele dia a França jogou mal demais, então não deu para usar. Quando terminou o jogo, eu falei: 'Hoje os negros maravilhosos não estão merecendo o bordão'. Aí virou o jogo, ficou a meu favor - finalizou















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