Ludmilla lembra primeira plástica, aos 18 anos: "Fiz para ser aceita"

Giselle de Almeida
·2 minuto de leitura
A cantora Ludmilla. Foto: reprodução/Instagram/ludmilla
A cantora Ludmilla. Foto: reprodução/Instagram/ludmilla

Logo no início da carreira como cantora, o preconceito deixou sua marca em Ludmilla. A então MC Beyoncé sentiu na pele o peso do racismo, que não dá trégua até hoje. A pressão para se encaixar em um padrão de beleza a levou a enfrentar seu primeiro procedimento estético.

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“É doloroso falar isso, mas fiz a primeira plástica no nariz, aos 18, para ser aceita. Conseguiam me ferir porque nem eu mesma me achava bonita”, lembra a artista, em entrevista à revista “Ela”, do jornal “O Globo”.

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À publicação, Lud comentou, ainda, a recente decisão de abandonar temporariamente as redes sociais por conta de ataques de ódio e ofensas raciais. Segundo ela, “parece que o mundo está evoluindo, mas ainda tem muita gente atrasada.”

“Foi a gota d’água, sabe? Costumo não me importar, mas imagina você apanhar todos os dias? Uma hora cansa. Dói! É difícil, sim, por isso, precisei desse tempo off-line. Organizei as ideias, me fortaleci e, principalmente, entendi que esse ódio gratuito não é meu e não vai me vencer. Sou ser humano e, às vezes, me sinto esgotada, mas me refaço. É o compromisso que tenho comigo e com o meu público”, afirmou.

A sexualidade é outro campo em que a cantora resolveu enfrentar o preconceito de frente. Casada há pouco mais de um ano com a bailarina Brunna Gonçalves, a artista diz que “se entendeu como gay” ainda na adolescência”. Foi nessa época que abriu o jogo com a mãe, Silvana Oliveira.

“Não tive conflitos internos, mas não queria tornar isso público. Minha mãe sabia, mas estava se fazendo de doida, esperando eu abrir o jogo”, disse a futura técnica do reality “The Voice+”, na Globo.

Ludmilla afirma que “pagou para ver” ao assumir seu atual relacionamento. “Perdi algumas coisas porque você sabe o quanto a galera é preconceituosa, mas acabei ganhando outras. E ser a gente mesmo não tem preço”, garante.

Uma forma de encontrar acolhimento foi cultivar sua fé em uma célula religiosa, que consiste num grupo que estuda a Bíblia e faz orações. Desde outubro, ela tem o próprio núcleo, a “Big Célula da Ludmilla”, mas também já frequentou encontros na casa de Bruna Marquezine.

“Não sou evangélica ou católica. Acredito em Jesus Cristo. Não estou generalizando, mas muitas igrejas acabam expulsando as pessoas por causa de roupas ou por quem elas escolheram amar. Minha célula é para essa gente que não se sente acolhida no templo, mas quer estar próxima de Deus. Todo mundo é bem-vindo, mas não permito celular ou que perturbem meus amigos famosos. São minhas regras”, explicou.

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