Cria do Vasco, brasileiro luta contra o tempo para ficar no CSKA

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Lucas Santos durante partida do CSKA. (Foto: Mikhail Japaridze\TASS via Getty Images)
Lucas Santos durante partida do CSKA. (Foto: Mikhail Japaridze\TASS via Getty Images)

Por Fábio Paine, de Moscou

Contratado pelo CSKA junto ao Vasco por empréstimo em setembro deste ano, Lucas Santos ainda vive um momento de indefinição quanto ao seu futuro na Europa e aguarda com ansiedade o que acontecerá dentro das próximas semanas.

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Até o fim de 2019, o clube russo terá de decidir se exercerá sua prioridade de compra para contar em definitivo com o meia-atacante de 20 anos e 1,69m.  Caso contrário, já em 2020, ele retornará ao clube brasileiro.

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Desde que chegou à Rússia, Lucas ainda não teve tantas oportunidades em campo para mostrar seu futebol. Até o momento, atuou em apenas cinco jogos oficiais, totalizando 100 minutos. Em nenhum, ainda foi titular.

A última vez que jogou foi no dia 24 de outubro, contra o Ferencvaros (HUN) pela Liga Europa.

Ainda não conseguiu empolgar e parece sofrer com a intensidade física do futebol russo.

Em jogos amistosos, porém se destacou e anotou alguns gols contra equipes da segunda e terceira divisões russa.

Apesar de ter tido um total de somente três meses para mostrar seu trabalho e este período estar perto do fim, Lucas demonstra confiança e desejo de seguir na Rússia. 

Até o fim do ano, o CSKA ainda disputará mais quatro jogos. Um deles é nesta quinta-feira, contra o Ludogorets (BUL), pela Liga Europa.

“O meu objetivo, claro, é ficar aqui. Eu sempre tive o sonho de vir para a Europa. O CSKA me deu esta oportunidade e sou muito grato. Estou muito feliz de estar aqui”, afirmou em entrevista exclusiva ao Yahoo Esporte.

“Estou trabalhando duro para ficar aqui. O CSKA em janeiro pode exercer o direito de compra. Neste tempo que resta, quero mostrar tudo que posso para não deixar nenhuma dúvida na cabeça dos dirigentes. Para não pensarem que não se equivocaram em me trazer”, completou.

Lucas, por enquanto, está morando sozinho em Moscou, e às vezes recebe a visita de alguns amigos. Garante que pouco a pouco está se acostumando à cidade, a qual quer fazer a sua casa por um longo período.

“Quando recebi a proposta, todos falaram do frio, mas isso foi algo que tirei de letra. Me adaptei bem, gostei da cidade e todos me receberam bem. Isso tem ajudado muito. O Mário (Fernandes) que está aqui há muito tempo é um cara que serve de inspiração e tem me ajudado muito para me sentir em casa no CSKA”.

 “Claro que tem a distância e a saudade do Brasil, da família e dos amigos. Mas foi isso que escolhi para a minha carreira. No futuro, espero poder trazer minha família e namorada para cá”, disse o carioca.

Cria do Vasco, Lucas lamenta não ter tido tantas oportunidades no profissional após ser um dos destaques da Copa São Paulo deste ano.

Antes de se transferir para a Rússia, por exemplo, havia atuado em apenas um jogo do Campeonato Brasileiro, e somente por dez minutos. Em 2018, jogou duas vezes.

“Eu queria ter mostrado mais no Vasco, tinha sonho de fazer história no profissional do clube. Infelizmente eu tive poucas chances. Às vezes subia para ajudar, às vezes ficava no sub-20. Tinha esta oscilação que era ruim. Agora no CSKA tenho esta oportunidade e quero agarrar. Sei que a liga aqui está crescendo e é uma ótima porta de entrada para a Europa”.

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