Luís Henrique, do Botafogo, despista interesse de times europeus: 'Não posso dar ouvidos agora'


Luís Henrique é um dos destaques do Botafogo. Aos 18 anos, assumiu a titularidade e engatava uma sequência com Paulo Autuori até a paralisação das competições por conta da pandemia do coronavírus. Não à toa, clubes europeus começaram a despertar interesse no atleta. O atacante, contudo, afirmou que não é hora de pensar nisto.

- É um sonho ter times grandes na mira, mas eu estou focado no Botafogo. Tenho que estar treinando, não posso dar ouvidos para isso agora. Se tiver que ser, eu tenho que estar preparado, assim como foi na minha estreia. Sobre os campeonatos, o italiano, o inglês, o alemão são muito bons. Qualquer jogador gostaria de jogar em qualquer um - afirmou o atacante, em entrevista realizada à "BotafogoTV", nesta quinta-feira.

Luís Henrique é o líder de assistências do Botafogo na temporada, com quatro passes para gol. O jogador, contudo, só marcou um gol. Ele afirmou que precisa trabalhar nas finalizações, mas, acima de tudo, na ansiedade que leva a balançar as redes.

- É por adaptação no profissional. É mais difícil, a batida é mais forte. A marcação é mais complicada. Mas também a parte de concentração e ansiedade, preciso me concentrar mais quando chegar na cara do gol. Às vezes fico ansioso para fazer um gol. É trabalhar a finalização para não ficar só bom em assistências, mas também em gols e chutes - analisou o atacante.

O jogador está em Solânea, na Paraíba, com a família. Na cidade-natal, treina com o auxílo do irmão Pedro, jogador do sub-17 do Botafogo, e do pai. Luís Henrique afirmou que treinar com pessoas conhecidas, neste momento, o fortalece.

- A gente está mantendo o treino online no Botafogo. Em casa faço treinos a mais com meu pai e meu irmão. Sempre nos motivamos. Não dá para voltar 100% até pelas condições, mas a gente tenta dar o melhor possível nos treinos. Juntos ficamos motivados, mais fortes. Não temos respostas de como vai ser o resto do ano. Se tiver futebol, vamos para cima, correr atrás de títulos - disse.









MAIS DECLARAÇÕES DE LUIS HENRIQUE:

Momento
- É motivo de muita felicidade. Estar num time grande, reconhecido... É continuar trabalhando para crescer e me destacar cada vez mais no clube.

Dificuldade dos treinos à distância
- Por não estar treinando em campo grande, a maior dificuldade é o espaço do campo. Pode dificultar para ficar ligado nas movimentações do time, mas isso a gente vai tentar se readaptar no dia a dia.

Final do Brasileirão de 1995
- Não tive nenhuma conversa com o Paulo (Autuori) sobre esse jogo, apesar da gente falar bastante. Vou ser um dos que estará ligado na televisão.

Pedro, seu irmão
- É um cara que tem muita qualidade, tem muito a apresentar no Botafogo. Está no sub-17 e tem tudo a se desenvolver. É um sonho nosso jogar junto, se isso for no Botafogo, um time grande, vai ser melhor ainda.

Objetivos
- As metas dentro do clube são sempre as mesmas... Gols, assistências, sempre star subindo com o time. No final do ano gostaria de estar comemorando um título, acho que todos os jogadores querem isso. Eu não sou diferente. Essa é a meta.

Atividades
- A maior dificuldade, como a gente está treinando em casa, não tem a mesma cobrança de como era no clube. Aqui, eu treino com meu pai e meu irmão. Alguns primos formados em edução física também estão me ajudando. Quero estar o mais adaptado possível para quando tudo voltar.

Chegada ao Botafogo
- Quem sempre me ajudou foi minha família, minha base desde que saí de casa, e os funcionários do clube, desde que eu cheguei eles me acolheram. Isso me ajudou a dar o meu melhor pelo clube.

Momentos no Botafogo
- O momento mais marcante foi minha estreia. Ali que vi a grandeza do clube, foi um dos momentos mais felizes que tive até agora. Meu gol também foi muito emocionante

Especulações de times europeus
- Eu tento me manter o mais focado possível. Se um dia for verdade, a gente tenta abraçar a causa, vê o que é melhor para mim e para o Botafogo, mas por enquanto eu estou focado apenas no Rio de Janeiro, no Botafogo.

Ascensão no time titular
- Realmente eu não esperava ser tão rápido assim. Quando eu soube que ia ser titular eu fiquei três noites sem dormir, a ficha vai caindo as poucos. Cada jogo dá um frio na barriga, mas é o que a gente gosta de fazer.

Se pudesse levar dois jogadores para a Seleção Brasileira, quem seriam?
- O Marcelo Benevenuto e o Caio Alexandre. O Marcelo é um cara muito esforçado, zagueiro pitbull, difícil passar por ele. O Caio é GPS dentro de campo (risos), a gente se conhece dentro de campo, eu já sei para onde tenho que correr, ele sabe para onde tem que passar. É só alegria.

Pedro, irmão do jogador, apareceu na live e perguntou qual dos dois era melhor e se Luís tinha o sonho de jogar junto com ele
​- Esse cara aí eu nem sei o que falar... Se a gente for falar em parte técnica, o mérito é todo para ele. Vou deixar ele ganhar essa. O moleque é bom, ele sabe. Está bem servido para o futuro. Eu já estou lá (profissional), agora depende dele.




































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