Liziero no São Paulo: promessa, na mira do Milan, ainda não decolou no Tricolor

Goal.com

E mais uma joia #MadeInCotia está na mira da Europa: segundo informações do Globo Esporte, Liziero, meio-campista do São Paulo, recebeu sondagens do Milan-ITA. O atleta de 22 anos tem multa rescisória de 50 milhões de euros, mas uma possível negociação sairia por valores bem menores.

Isto acontece porque o jovem não estorou como se era esperado: ainda que tenha se consolidado como uma peça importante do elenco de Fernando Diniz, não conseguiu assumir um papel de protagonista e nem conquistou a titularidade - mesmo que isso fosse um pedido da torcida em vários momentos.

Tendo sido destaque da base na Copinha de 2017, em um time pouquíssimo inspirado - cujos maiores expoentes são Militão, Paulinho Bóia, Bissoli e o próprio Liziero -, o jogador chegou para 2018 com status de líder de uma geração mais talentosa, sendo importantíssimo na campanha que levou o sub-20 do Tricolor ao vice-campeonato da competição. Veterano e jogando na lateral-esquerda, foi alçado aos profissionais na urgência já por Diego Aguirre, antes das quartas de final do Paulistão daquele ano.

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Se destacou nas primeiras partidas, mas mostrou um problema que seria recorrente na sua carreira - até então - no São Paulo: nas semi finais contra o Corinthians, fez bela partida, mas não aguentou os 120 minutos e estava se arrastando dentro de campo nos momentos finais. Mesmo assim, virou xodó: todos esperavam que o volante/lateral virasse titular da equipe para o Brasileirão.

O que aconteceu foi diferente: Liziero acabou se transformando no 12º jogador do treinador uruguaio, entrando em quase as partidas, mas sem virar titular. Após lesão de Jucilei, no entanto, ganhou oportunidade e brilhou no melhor momento do Tricolor naquela competição: vitórias sobre Flamengo, Cruzeiro e Corinthians, boas atuações e uma dupla consistente com Hudson.

Mesmo que o pedido da torcida fosse para que o jovem continuasse sendo titular, voltou para o banco de reservas com o retorno do Jucilei. Sua ausência no time titular, por sinal, foi um dos principais fatores que levaram Diego Aguirre - acusado de não dar oportunidades à base - a ser trocado por André Jardine, seu ex-técnico no sub-20.

Depois de sofrer lesão, terminou as últimas duas partidas no ano com a titularidade: todos esperavam que fosse peça importante com Jardine em 2019. Com seu "mentor", no entanto, Liziero continuou sofrendo com sucessivas lesões, ficou na reserva de Jucilei e Hudson e viu o São Paulo ser eliminado pelo Talleres na pré-temporada da Libertadores.

À partir deste momento, a história é a mesma: sempre que parecia perto de decolar, se lesionava. Fez boas partidas no começo do Brasileirão, mas sofreu um pisão de Gregore e desfalcou o time por quase dez rodadas. Voltou e viu Tchê Tchê, pedido de Cuca, absoluto na posição.

Assim, a confiança da torcida começou a minguar: as sucessivas lesões fizeram com que Liziero perdesse a dinâmica que lhe fez uma grande promessa em Cotia - e nos seus primeiros momentos nos profissionais. Não conseguia ter sequência e alternava partidas muito boas e muito ruins.

Com Fernando Diniz, voltou a seu papel de 12º jogador, aparecendo as vezes depois do intervalo para manter um resultado ou tentar dar um toque de qualidade ao meio de campo. Com concorrência maior - joga na mesma posição em que Daniel Alves é utilizado pelo treinador -,  está sendo preterido até por outras promessas de gerações posteriores, mesmo que ainda conte com o carinho da torcida.

Mesmo com a trajetória inconstante, devido à sua óbvia capacidade técnica, ainda tem mercado na Europa. Agora, Liziero pode ser contratado pelo Milan antes de sequer assumir a titularidade no São Paulo: uma carreira extremamente promissora que está em "stand-by" devivo à lesões, quebras de sequência e pouca intensidade física.

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