Livro conta a história de Edu Coimbra, irmão de Zico e maior artilheiro do América

Com boas atuações que variavam do acanhado campo do Andaraí à opulência do Maracanã, Edu Coimbra chegou à seleção brasileira como jogador e, posteriormente, como técnico. Maior artilheiro da história do América, com 211 gols marcados, ponta de lança, transformado em meia no fim da carreira, terá sua história contada no livro biográfico "Edu Extraordinário", do jornalista catarinense Sílvio Köhler.

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A obra será lançada neste sábado (26), no Brasa Gourmet (Rua Mariz e Barros 881), a partir de 13h. Nela, Köhler revisita a intimidade do lar dos Coimbra, em Quintino, de onde saíram cinco jogadores de futebol profissional. Aos 75 anos, Edu mora na mesma casa da juventude, na Rua Lucinda Barbosa. Endereço no qual a família se encarregaria de tornar mundialmente famoso o bairro da Zona Norte.

"Em 2017 publicamos 'Alex Coração Americano: o campeão do jogo limpo', uma homenagem ao zagueiro Alex Kamianecky. Agora, reverenciamos Edu e fazemos justiça. O trabalho de pesquisa comprova que ele é o maior artilheiro da história do clube. Um feito monumental que ele, em sua grandeza, não revindicava", afirma o escritor.

Assim como Alex e João Carlos, Edu esteve na lista dos 40 nomes relacionados por João Saldanha para a Copa do Mundo de 1970. No entanto, nenhum dos três jogadores do América seria levado por Zagallo para o México.

Como atleta, Edu passou por grandes clubes como Vasco e Flamengo e encerrou a carreira no Campo Grande. Dirigiu ainda América, Botafogo, Fluminense, Vasco e Seleção do Iraque. Além de ter acompanhado o irmão Zico como auxiliar-técnico na seleção japonesa e em clubes de Turquia, Uzbequistão, Rússia e Grécia. O caçula dos Coimbra assina o prefácio da obra.

"Fico feliz de ter minha história contada em vida. Homenagens como essa me emocionam muito, porque são consequência de tudo o que foi plantado na minha trajetória. Procurei fazer o melhor durante a minha carreira, e acredito ter feito", afirma Edu.

Fã de Edu, a quem acompanhou à distância, em Blumenau, Sílvio Köhler destaca que a obra não é a principal homenagem feita ao ídolo, responsável por diferentes alegrias que chegavam ao interior catarinense pelas ondas do rádio.

"O livro é uma espécie de obrigação nossa, para valorizar a trajetória de Edu e colocar tudo em seu devido lugar. A principal homenagem que fiz a ele ocorreu há 21 anos, quando nasceu meu filho caçula, registrado como Eduardo, em homenagem ao Edu", explica, para emoção do biografado.