Liverpool e Manchester United propõem mudanças radicais na Premier League; entenda

Nathalia Almeida
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Na manhã deste domingo (11), uma notícia apurada pela BBC gerou grande debate entre torcedores ingleses e imprensa esportiva local: o Liverpool e o Manchester United, rivais históricos, lideram conjuntamente uma proposta de reformulação radical no modelo vigente na Premier League, reforma que geraria mudanças consideráveis no calendário nacional.

De acordo com a fonte citada, a proposta elaborada pelo diretor executivo da Football League (e ex-Liverpool) Rick Parry, com aval do grupo proprietário do Liverpool e do co-presidente do United, Joel Glazer, sugere a redução da Premier League de 20 para 18 clubes participantes, além da extinção da Copa da Liga Inglesa e da Community Shield, a Supercopa da Inglaterra. Em contrapartida, a liga adiantaria um pacote de 250 milhões de libras como 'salvação' aos clubes das divisões inferiores. Além disso, o sistema de votação na PL também mudaria, com um peso maior sendo atribuído aos 'seis grandes' e aos clubes que sempre disputaram a primeira divisão.

Arsenal v Liverpool - FA Community Shield | Pool/Getty Images
Arsenal v Liverpool - FA Community Shield | Pool/Getty Images

Para descer de 20 participantes para 18, prevê-se que quatro clubes da Premier sejam rebaixados diretamente, com apenas dois sendo promovidos da Championship. Além disso, haveria disputa de playoffs envolvendo a equipe que terminar na 16ª colocação da primeira divisão e o terceiro, quarto e quinto colocados da segunda divisão.

Avalizada pelas grandes potências - pois atende as principais demandas dos grandes clubes nacionais, em especial o encurtamento do calendário nacional, interessante para quem disputa competições europeias -, o projeto encontra bastante resistência de clubes médios/pequenos do país, críticos do 'oportunismo' da Football League em flertar com reformas em um momento de vulnerabilidade financeira para equipes de menor porte (crise da covid-19).