Linha de quatro e times sem centroavante: as possibilidades da 'Era Sylvinho' no Corinthians

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O Corinthians inicia neste fim de semana a sua ‘Era Sylvinho’. O novo técnico do Timão foi anunciado no último domingo (23), apresentado na quarta-feira (26) e ficará no banco de reservas na estreia corintiana no Campeonato Brasileiro, contra o Atlético-GO, neste domingo (30), às 18h15 na Neo Química Arena.

No entanto, um pouco do que será aplicado pelo novo comandante pôde ser sentido nos dois últimos jogos do Corinthians, contra Sport Huancayo (PER) e River Plate (PAR), pela Sul-Americana. Isso porquê o interino corintiano foi o analista de desempenho Fernando Lázaro, fiel escudeiro de Sylvinho, de quem foi auxiliar, no Lyon (FRA), em 2019, além de trabalhar junto entre 2016 e 2018, na Seleção Brasileira, além do próprio Timão, entre 2013 e 2014, quando fizeram parte da comissão técnica de Tite e Mano Menezes.

Com Lázaro, o Alvinegro do Parque São Jorge marcou nove gols em dois jogos, mostrou um time muito mais inclinado ofensivamente e de movimentação.

No primeiro jogo, contra os peruanos do Huancayo, Sylvinho ainda não era realidade no Timão, que negociava com Renato Gaúcho, mas, ainda assim, Lázaro escalou uma equipe taticamente e com postura distinta a do ex-treinador, Vagner Mancini. Nessa ocasião, Fernando colocou em campo um time sem centroavantes, com Mateus Vital, Luan e Gustavo Mosquito no setor ofensivo.

Já diante do River Plate (PAR), a formação teve Jô como centroavante fixo, inclusive marcando gol.

Artilheiro corintiano na temporada, com cinco gols, Mateus Vital não vê diferença entre jogar em um sistema com ou sem homem de referência no ataque.

– Já joguei nas duas situações, com e sem centroavante, particularmente, contra o Huancayo, jogamos sem centroavante e os demos bem, porque sobra mais jogadores no meio, com criatividade, mas sem referência, mas com centroavante temos um jogador a mais pra preencher. Nas duas situações que o professor decidir vamos estar bem representado e procurar fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível – disse o meia em entrevista coletiva virtual concedida nesta sexta-feira (28).

Vital também salientou que um esquema com movimentações entre ele e Luan não dificulta a dinâmica entre eles em campo.

– As vezes a gente tá ocupando o mesmo espaço, não é o que o Sylviho tem pedido, ele pede mais pra gente preencher o local onde não tem ninguém, mas o Luan gosta de flutuar, aí, quando ele tá próximo a mim, eu tento flutuar para ceder o espaço pra ele receber a bola deem melhores condições.

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Linha de quatro

Outra questão que, inclusive, foi abordada por Sylvinho em sua apresentação é a utilização de um sistema defensivo com quatro jogadores.

Nos últimos jogos de Vagner Mancini sob o comando corintiano, a equipe vinha atuando com três defensores e se encontrando, porém o novo treinador não utilizará com frequência esse sistema.

Com isso, as opções para essa formatação passa pelos seguintes atletas: Fagner, João Victor, Bruno Méndez, Jemerson, Gil, Raul, Lucas Piton e Fábio Santos.

Na lateral-direita, Fagner é titular incontestável, mas não tem reserva imediato. Os zagueiros João Victor e Bruno Méndez são quem “quebra o galho” pelo setor na ausência do dono da posição. Contratado há dois anos pelo Timão, Matheus Alexandre acumulou empréstimos, pra Ponte Prea e Inter de Limeira, e retornou essa semana para compor a ala destra corintiana, mas ainda é um jogador embrionário para a posição.

Já no setor canhoto, Lucas Piton ganhou a vaga de Fábio Santos, que vive uma má fase. A tendência é que ele prossiga na titularidade, por conta das boas atuações, mas tem no banco uma sombra para lá de experiente no Parque São Jorge. Como uma terceira opção, o garoto Guilherme Biro, de 16 anos, também integra o elenco na lateral-esquerda.

Na zaga a briga é melhor, com jovens atletas com moral maior do que a dos veteranos. Por questões de atuações recentes, João Victor e Raul devem ser os titulares na zaga no início da ‘Era Sylvinho’. Bruno Méndez tem prestígio, mas vive uma fase pior do que João. Já Gil, embora tenha prestígio no Timão, é, entre os defensores, o que vive o pior momento. Jemerson tem contrato até o fim de junho, está contundido e nem deve mais jogar pelo Corinthians.

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