Ligue 1 francesa poderia ter terminado depois de 3 de agosto, diz Uefa

AFP
O presidente do Lyon, Jean-Michel Aulas, em um jogo da Liga dos Campeões contra a Juventus no dia 26 de fevereiro de 2020 em Décines-Charpieu, na França
O presidente do Lyon, Jean-Michel Aulas, em um jogo da Liga dos Campeões contra a Juventus no dia 26 de fevereiro de 2020 em Décines-Charpieu, na França

A data de 3 de agosto para encerrar os campeonatos nacionais era apenas uma "recomendação" da Uefa, confirmou seu presidente Aleksander Ceferin em uma carta a Jean-Michel Aulas, oferecendo um novo argumento ao presidente do Lyon, que responde à suspensão da reta final da Ligue 1 francesa.

Em um e-mail datado de 14 de maio, e citado pelo Le Parisien e do qual a AFP obteve uma cópia, Ceferin explica a Aulas que a data de 3 de agosto, estipulada nas reuniões da Uefa com as federações membros no final de abril, era apenas "recomendada e provisória, não oficial".

"Portanto, a recomendação da Uefa era claramente de incentivar as federações e as ligas a tentar concluir o atual campeonato nacional, no formato original ou adaptado, se necessário", detalhou o esloveno em seu e-mail.

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Desde que a decisão tomada em 30 de abril pela Liga francesa de futebol profissional (LFP) de suspender definitivamente a temporada 2019-2020, seguindo os anúncios do governo, Jean-Michel Aulas insistiu para que a decisão fosse revista, argumentando que a LFP teria confiado em uma data errada da Uefa para explicar sua medida.

A data de 3 de agosto foi mencionada no processo verbal do Conselho de Administração da LFP: "A Uefa (...) solicita que as competições nacionais terminem o mais tardar em 3 de agosto de 2020, um obstáculo para uma eventual retomada do campeonato quando for possível voltar a organizar partidas", diz o texto.

o Lyon, privado das competições europeias com seu sétimo lugar na classificação que foi aprovada pela LFP no final de abril, apresentou dois recursos no tribunal administrativo de Paris para protestar contra essa medida e aguarda uma decisão antes do final de maio.

Os dirigentes da LFP repetiram que sua decisão foi "sólida" juridicamente e "definitiva".

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