Liga Inglesa é contra reforma proposta Liverpool e Manchester United

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O meia português do Leeds United, Helder Costa (esq.) escapa da marcação do zagueiro do Fulham, Joe Bryan, no jogo da Premier League em 19 de setembro de 2020 em Leeds, na Inglaterra

A Premier League (a liga inglesa) rejeitou categoricamente neste domingo um projeto de reforma da elite do futebol inglês liderada por Liverpool e Manchester United, que prevê principalmente que a primeira divisão seja reduzida a 18 clubes, informou neste domingo Daily Telegraph. 

O plano executado pela Fenway, empresa americana dona do Liverpool, teria recebido o apoio dos irmãos Glazer, proprietários do United, também prevê o fim da  Copa da Liga e do Community Shield (Supercopa da Inglaterra). 

Além disso, seria estabelecido um novo sistema de promoção / rebaixamento, no qual as duas últimas equipes classificadas na Premier League seriam rebaixadas, mas o 16º classificado disputaria um torneio com equipes classificadas do terceiro ao quinto lugar na Championship (segunda divisão). 

O projeto também daria mais força aos chamados 'Big 6', formado pelos seis clubes mais fortes (Manchester United, Manchester City, Liverpool, Arsenal, Chelsea e Tottenham) mais Everton, Southampton e West Ham, que teriam direito a voto para introduzir reformas, que seriam adotadas a partir da aprovação mínima de seis instituições. 

Atualmente, todos os 20 times da Premier League têm direito a voto e uma maioria de 14 é necessária para fazer alterações. 

Em troca, os clubes da Liga Inglesa pagariam £ 250 milhões (326 milhões de dólares) à English Football League (EFL) para ajudar os clubes das três divisões inferiores a superar a crise financeira causada pela pandemia de covid-19, além de transferir anualmente 25% da arrecadação da primeira divisão para as séries inferiores. 

O plano já teria recebido o apoio de Rick Parry, presidente da EFL, que atualmente busca a sobrevivência de muitos clubes da segunda, terceira e quarta divisões que perderam renda jogando a portas fechadas por conta das restrições impostas pelo combate ao coronavírus. 

"Do ponto de vista da Premier League, um certo número de medidas propostas no plano divulgado hoje teriam um impacto negativo em toda a competição", criticou a Liga Inglesa em um comunicado. 

“O futebol envolve muitos atores e por isso este trabalho (de reflexão sobre a reforma das competições) deve ser realizado nos canais adequados que ofereçam a todos os atores e a todos os clubes a possibilidade de contribuir”, acrescentou a entidade.

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