Liga de Expansão do México terá 18 times e um deles é o novo Morelia

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A Liga Mexicana bateu o martelo sobre o número de participantes que formarão a nova segunda divisão do país, agora chamada de Liga de Expansão. Serão 18 agremiações na competição que substitui a divisão de acesso (não haverá acesso nem descenso durante os próximos cinco anos), que tinha 12 agremiações.

Fazem parte da liga as 12 equipes da antiga Segundona: Mineros, Correcaminos, Celaya, Zacatepec, Leones Negros, Tampico Madero, Venados de Yucatán, Atlante, Cimarrones, Alebrijes de Oaxaca, Dorados de Sinaloa e Chiapas, sendo que este último pode ter sua franquia negociada nos próximos dias.

Completam a relação duas filiais de clubes da elite - o Guadalajara (que seria um Chivas B) e o Pumas B; o Atletico Morelia, que obteve a autorização para ascender diretamente para a nova Liga numa negociação cinematográfica (leia mais abaixo); e três equipes que subiram da Liga Premier: Tepatitlán (renomeado para Alteños de Tepatitlán), Tlaxcala e Reynosa.

O calendário dos jogos deve ser divulgado na sexta-feira, após videoconferência com os clubes. Esta Liga terá apoio financeiro da federação, pois, como não haverá acesso nos próximos anos, a queda de faturamento, principalmente em cotas de TV, será grande.

Situação do Atlante


O Atlante é, de longe, o maior clube desta Liga de Expansão. Duas vezes campeão da Concacaf (1983 e 2008), três vezes campeão mexicano (1946-47, 1992–93, 2007-A), o time caiu de divisão e não conseguiu o acesso na última Segundona que valia vaga na elite, terminando em décimo segundo lugar. Para evitar o cadafalso financeiro, fez duas ações polêmicas. A primeira foi uma união com o Querétaro, da elite e que é pequeno. Seus dirigentes passaram a ser cartolas também do novo time e metade do elenco de um foi trocada com a metade do elenco do outro.

A segunda ação é a provável mudança de sede. O Atlante foi fundado na Cidade do México, mas migrou para Cancún em 2007 e, desde então, joga na cidade litorânea. Agora, um estudo para o retorno à capital, do lado dos antigos fãs, está na fase final.

Atletico Morelia

Por causa das alterações profundas no futebol mexicano ocorreram trocas de cidades de clubes e a mais dramática foi o que aconteceu com o tradicionalíssimo Atletico Monarcas Morelia (conhecido como Monarcas Morelia) . Os proprietários deste clube centenário aceitaram uma proposta de empresários do estado de Sinaloa. Com isso, o time saiu de Morelia e migrou para a cidade de Mazatlán. Só que o Morelia (e campeão mexicano em 2000) tem grande torcida e ocorreu uma comoção. Nisso, o ex-CEO do Chivas Guadalaraja, José Luís Higuera, tentou comprar uma franquia para levá-la para Morelia e, assim, a cidade voltasse a ter um time, mesmo que na Liga de Expansão. Higuera tentou comprar os direitos de duas agremiações, Alebrijes e Chiapas, mas ocorreram empecilhos. Aí ele e seu grupo fizeram uma jogada ousada. Conseguiram, junto ao antigo proprietário (o grupo dono da TV Azteca) autorizasse que ele usasse o nome e as cores do antigo clube da cidade, caso a Liga autorizasse a criação de uma nova franquia. A autorização veio e o novo time da cidade será o nome Atlético Morelia (sem o uso do Monarcas).






















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