Liga do Brasil: clubes assinam documento com empresa interessada

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Mario Celso Petraglia, mandatário do Athletico-PR, é contrário ao projeto. Foto: (Heuler Andrey/AGIF)
Mario Celso Petraglia, mandatário do Athletico-PR, é contrário ao projeto. Foto: (Heuler Andrey/AGIF)

Representantes de 18 clubes de diferentes divisões do Campeonato Brasileiro assinaram um documento com a empresa Codajas Sports Kapital, comandada pelo advogado Flavio Zveiter. O termo faz menção a um compromisso das equipes em avançar nas negociações sobre a liga independente de clubes.

Dos clubes que disputam a Série A de 2021, cinco não referendaram o contrato. São eles o Athletico-PR, o América-MG, o Fluminense, o Juventude e o Sport. Todos os 15 demais confirmaram.

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A informação inicial é do repórter Rodrigo Capelo, do GE. Em junho deste ano, dirigentes demonstraram interesse em criar uma liga para gerenciar o Campeonato Brasileiro e negociar diretamente suas propriedades comerciais. 

O documento assinado não gera vínculo dos clubes envolvidos com a empresa, possibilitando que recusem a oferta num futuro, caso não concordem com o projeto. O acordo, ainda segundo Capelo, gera algumas obrigações: não vender direito de transmissão do Brasileirão para além de 2024 nos próximos dois meses; ceder informações necessárias para a produção do valuation da Liga; e ceder à Codajas a possibilidade de cobrir ofertas financeiras de concorrentes, caso sejam feitas.

A Codajas, na carta enviada aos dirigentes, confirma ter acordo com a Advent International, companhia que investe em empresas consolidadas, como fez no futebol italiano.

Segundo a empresa de Zveiter, a liga de clubes brasileiros teria valor de US$ 4 bilhões. Ou seja, caso um investidor bancasse 25% desta quantia, os clubes receberiam, ao todo, US$ 1 bilhão para o pagamento de dívidas.

Clubes como o Athletico-PR, comandado por Mario Celso Petraglia que busca formar um grupo de oposição aos que fazem parte da maioria, são contrários ao documento e prometem não assinar. Petraglia visa formar alianças com clubes da Série B para barrar o projeto.

Receoso, porém tendendo a assinar, o Fluminense, por meio do presidente Mário Bittencourt, tem ressalvas quanto à duração da concessão de receitas para o investidor privado. O cartola do clube carioca afirma que os clubes abrirão mão de um valor alto no futuro, em troca do socorro no presente.

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