Liderança, bom na bola aérea e fora do auge físico: como Rafael Moura chega ao Botafogo

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O camisa 9 chegou. Após mais de um mês em buscas, o Botafogo anunciou, nesta quinta-feira, a contratação de Rafael Moura. Mesmo com 38 anos, o "He-Man" chega com expectativa para liderar o sistema ofensivo do Alvinegro na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

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Um dos motivos que levam a crer nisto é a liderança do jogador dentro e fora de campo. Na temporada passada, Rafael Moura foi um dos responsáveis pela campanha de recuperação do Goiás no Brasileiro. O Esmeraldino, após um péssimo primeiro turno, se recuperou na segunda metade do torneio e chegou a sonhar com a salvação, mas não deu.

– O Goiás estava virtualmente rebaixado para a Série B e teve uma reação a partir do momento que a direção afastou os medalhões e colocou os garotos do sub-20 em campo. O Rafael Moura foi muito importante porque ele ficou no grupo e ajudou, foi um líder positivo. O Goiás esboçou uma reação na Série A com os jovens e os experientes, como o He-Man, que orientou demais todos esses garotos - afirmou André Rodrigues, setorista do Goiás na "Rádio Sagres", ao LANCE!.

Rafael Moura - Goiás
Rafael Moura - Goiás

Rafael Moura pelo Goiás (Foto: Divulgação)

O atacante colaborou com nove gols em 31 partidas disputadas no último Brasileirão. Dessas, Rafael Moura foi titular em 20 e teve médias de 13.6 passes certos por jogo (64% de aproveitamento), 1.1 cortes pelo alto e 4 duelos aéreos ganhos por partida, com um sucesso de 53% no quesito. Ele também levou dez cartões amarelos. Os dados são do "SofaScore".

– É um cara muito guerreiro, brigador, bola aérea é bom, tecnicamente falando é bom no ataque. O ponto negativo é a questão da parte física. Ele não consegue manter o ritmo nos dois tempos. Um tempo ele voa, mas não conseguiu manter os dois tempos aqui no Goiás. Mas é muito técnico, é bom na bola aérea e é um líder positivo - analisou André.

SUPERAÇÃO
Rafael Moura passou por um drama no ano passado. No começo de outubro, Junia, sua mãe, morreu após travar uma batalha contra o câncer. Ela acompanhava o camisa 9 e era um dos alicerces do atacante. Mesmo assim, o "He-Man" foi importante para o Goiás e deixou a chegar saudade para alguns torcedores.

– Na temporada passada ele passou pela perda da mãe dele, que infelizmente estava sofrendo com um câncer. Isso acaba afetando, impossível ser diferente, e prejudicou. Não dá pra coloca-los como um dos vilões da temporada passada, pelo contrário, ele foi um dos jogadores acabava se salvando, tanto que parte da torcida gostaria da permanência dele para a temporada 2021 - comentou Rafael Bessa, jornalista da "Rádio Sagres".

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