Seis semanas de Libertadores! A terça gorda brasileira

Mauro Beting
·2 minuto de leitura
Luiz Adriano e Rony celebram gol palmeirense FOTO Andre Penner - Pool/Getty Images

Seis semanas seguidas de fase de grupos de Libertadores. Não dá para tropeçar. Nem desesperar com derrotas como a do Santos na Bombonera por 2 a 0. Resultado historicamente natural para qualquer time na casa hexacampeã da América. Ainda mais para um time dirigido pelo interino, que perdeu na véspera o treinador depois de apenas 12 jogos. E que de fevereiro até aqui não tem mais o melhor zagueiro (Veríssimo), o melhor meia (Pituca, sem contar o ainda lesionado Sánchez), um excelente volante (o operado Sandry), e um dos mais criativos no Brasil (Soteldo). O que não podia era perder como não jogou contra o Barcelona, na Vila.

O Santos se complica. O Galo se descomplicou com Hulk enfim fazendo o que dele se espera, no Mineirão. Dois gols e boa atuação. Uma saída errada de Tchê Tchê deu o único gol ao América de Cáli. Mas o placar foi justo. O Atlético pode e deve jogar melhor. Sobretudo quando encaixar melhor a marcação, e for mais confiável na transição defensiva para um elenco de alto nível.

Como o Inter se aproveitou da fragilidade do Táchira para golear com autoridade, fazendo 3 a 0 no primeiro tempo e ampliando no final com Yuri Alberto, mesmo sem Palácios. Goleada tranquila de uma primeira fase de grupos que não deve ter muitos sustos para Ramirez e boa companhia colorada. Ainda mais com Patrick na dele, pela esquerda.

Algo que o Flamengo está tirando de letra em grupo complicado. Goleada mais pela qualidade individual do que pelo conjunto que ainda bobeia sem a bola, também por uma desconcentração que não pode voltar a acontecer. Nos 4 a 1 contra o modesto Unión La Calera, três golaços de ações combinadas ou individuais de gente que sabe muito como Arrascaeta e Gabriel Barbosa. E outro belo gol em jogada de quem seria titular em qualquer ataque sul-americano - Pedro.

A vitória mais impressionante (ainda que seja "normal" o quarto 5 a 0 nos últimos seis jogos como mandante na Libertadores) foi a do campeão do torneio. Mesmo desgastado e excessivamente cobrado, o Palmeiras aproveitou metade das chances criadas e evitou com Weverton outras do bom time equatoriano que sofreu sem Ortiz - e pelos erros defensivos bem exploradora pelo 3-4-1-2 de Abel.

O que seria jogo duro virou goleada inesperada. Própria de um futebol maluco com um calendário insano e tão intenso quanto avaliar trabalhos com menos de 15 jogos. E cobrar desempenho jogando quase que todo dia.