Lewandowski, 'impossível' no pós-quarentena, é péssima notícia a rivais da Bola de Ouro

Goal.com

Mais um jogo do Bayern, mais um gol decisivo de Robert Lewandowski. Indo para seus minutos finais, a partida entre Eintratch Frankfurt e Bayern de Munique, pela semifinal da Copa da Alemanha, estava empatada em 1 a 1. Mas o polonês brilhou, balançou as redes e classificou os bávaros para a final da competição.

Com média de um tento por partida desde a retomada do futebol alemão no pós-pandemia do coronavírus Covid-19, o centroavante já tem 45 gols na temporada, sua melhor marca, com tudo indicando que ele chegará - com tranquilidade - aos 50 tentos no ano.

Boa notícia para os fãs do Bayern, má notícia para seus rivais na briga pela Bola de Ouro. Caso a premiação aconteça, fica difícil deixar de pensar que o polonês é o grande favorito no momento, devido ao seu sucesso individual no ano e a temporada fantástica, até agora, dos bávaros.

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Com quatro jogos a disputar pelo Campeonato Alemão, a equipe tem sete pontos de vantagem sobre o Borussia Dortmund, segundo colocado, e só uma catástrofe tira o título da Baviera. O clube também está na final da Copa da Alemanha e virtualmente classificado para as quartas da Liga dos Campeões, tendo batido o Chelsea no primeiro jogo das oitavas por 3 a 0, na Inglaterra.

Individualmente, Lewa é o artilheiro das três competições, tendo uma média maior que um gol por partida em todas elas. Mais do que isso: o Bayern desponta como favorito para vencer a Champions, já que vários de seus principais rivais estão a um empate de ficarem de fora das quartas de final. Caso empatem, por exemplo, contra City e Lyon, Real Madrid e Juventus estão eliminados.

Cristiano Ronaldo e Messi, seus principais competidores, inquestionavelmente tiveram um início de temporada inferior ao do polonês, e teriam que se superar para ter uma chance, visto que nem a Juve nem o Barça realmente convenceram até agora neste ano. O Liverpool, destaque da Premier League, é mais coletivo e não tem um grande nome individual.

As grandes ameaças de Lewandowski devem chegar do PSG e do Manchester City, caso Messi e CR7 não explodam. Ambas as equipes ainda estão vivas na Liga dos Campeões e contam com grandes destaques individuais: Neymar, Mbappé e de Bruyne.

No entanto, o bom desempenho do polonês no pós-pandemia coloca uma pressão a mais em seus rivais: eles não podem tropeçar. Com os parisienses só tendo a Champions por jogar, após o término prematuro da Ligue 1, o questionamento fica: será que um dos craques do PSG ganharia o prêmio jogando apenas "meia" temporada? E o belga, tem estofo para se juntar a briga, caso o City não saia com o título europeu?

O Real Madrid não tem candidatos. Jadon Sancho e Haaland já foram eliminados na Liga dos Campeões. A Atalanta não tem um grande nome. Mesmo caso de Napoli, RB Leipzig (coadjuvante na Bundesliga em relação ao Bayern), e do Lyon. Jan Oblak ainda tem um fiapo de chance, caso o Atleti vá bem no resto do ano, mas desde Lev Yashin (em 1963!), um arqueiro não vence a premiação.

Assim, a maior ameaça para Lewandowski talvez seja a paralisação: tanto o Fifa The Best quando a Bola de Ouro correm risco de não acontecer. Fora isso, o atacante toma uma responsabilidade enorme: define a marca que seus rivais tem que bater caso queiram ser o melhor do mundo.

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