Lewandowski e Bronze são eleitos os melhores jogadores no prêmio 'The Best' da FIFA

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O polonês Robert Lewandowski aparece no telão com o troféu de melhor jogador durante a cerimônia do prêmio "The Best" da Fifa

O polonês Robert Lewandowski, artilheiro do Bayern de Munique, e a inglesa Lucy Bronze, atualmente no Manchester City, foram eleitos os melhores jogadores do ano de 2020, nesta quinta-feira, na cerimônia de entrega do prêmio 'The Best' da Fifa, realizado virtualmente.

Lewandowski era o grande favorito ao prêmio masculino, ao contrário do que ocorreu na categoria feminina, onde a inglesa Lucy Bronze superou a dinamarquesa Pernille Harder, que era tida como a principal concorrente.

Lewandowski nunca ganhou a Bola de Ouro, um prêmio que neste ano de 2020 não foi concedido devido à pandemia covid-19, então este reconhecimento da Fifa assumiu um significado especial.

- Messi e CR7, derrotados -

O atacante polonês superou os outros dois finalistas, o argentino Lionel Messi (Barcelona) e o português Cristiano Ronaldo (Juventus), ambos vencedores de 11 prêmios Bola de Ouro.

Neste evento da entidade que rege o futebol mundial, Messi (33 anos) ficou em terceiro lugar após ser artilheiro do Campeonato Espanhol na temporada passada, marcada pela humilhante eliminação do Barça nas quartas de final da Liga dos Campeões na goleada sofrida para o Bayern (8-2).

Já Cristiano Ronaldo (35 anos) foi segundo colocado graças aos 40 gols que marcou pela Juventus, que foi mais uma vez campeã da Itália, mas que acabou eliminada da Liga dos Campeões nas oitavas.

Aos 32 anos, Lewandowski fica com este prêmio da Fifa devido a uma temporada espetacular, na qual conquistou o Campeonato Alemão, a Copa da Alemanha, a Liga dos Campeões -sendo artilheiro nestas três competições- e as Supercopas da Alemanha e da Europa.

“É uma sensação incrível. Ganhar um prêmio superando Lionel Messi (vencedor do ano passado) e Cristiano Ronaldo. Isso significa muito para mim (...) Não foi um ano fácil, mas ganhamos tudo que podíamos”, declarou o polonês após o presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciar seu nome.

Como reconhecimento, Messi e Cristiano Ronaldo foram incluídos na seleção Fifa FIFPro masculina, ao lado de Alisson, Alexander-Arnold, Van Dijk, Sergio Ramos, Davies; Kimmich, De Bruyne, Thiago Alcântara e Lewandowski

Na categoria feminina, a inglesa Lucy Bronze, atualmente no Manchester City, conquistou o prêmio melhor jogadora de 2020, coroando uma temporada em que ganhou a Liga dos Campeões pelo Lyon.

A lateral-direita de 29 anos concorreu a este prêmio com sua ex-companheira de equipe Wendie Renard e a atacante dinamarquesa Pernille Harder, que saiu do Wolfsburg e foi para o Chelsea no início de setembro.

- Klopp vence de novo -

O alemão Jürgen Klopp, do Liverpool, foi escolhido melhor técnico do ano de 2020, numa categoria em que concorria com o compatriota Hansi Flick, do Bayern de Munique, e o argentino Marcelo Bielsa, que esteve à frente do Leeds na volta para a primeira divisão da Inglaterra.

Klopp, que levou o Liverpool à conquista do Campeonato Inglês após um jejum de 30 anos, ganhou a premiação pelo segundo ano consecutivo, após vencer em 2019, quando comandou sua equipe na conquista da Liga dos Campeões e do Mundial de Clubes.

No futebol feminino, a holandesa Sarina Wiegman foi eleita a melhor técnica, repetindo o feito alcançado em 2017.

A atual treinadora da seleção da Holanda superou nesta categoria Emma Hayes, do Chelsea, e Jean-Luc Vasseur, do Lyon.

- Brasileiro premiado -

O Brasil saiu vencedor na categoria Fifa Fan Award, com qual Marivaldo Francisco da Silva, um torcedor do Sport que percorre a pé 60km para acompanhar os jogos do time pernambucano. Essa é a segunda vez consecutiva que um brasileiro ganha este prêmio. No ano passado, a conquista ficou com Silvia Grecco, que leva o filho deficiente visual ao estádio e narra os jogos do Palmeiras para ele.

A cerimônia virtual, transmitida a partir da sede da Fifa na Suíça também contou com momentos de homenagem a Diego Maradona e Paolo Rossi, duas lendas do futebol recentemente falecidas.

"Diego transformou a camisa da Argentina em uma bandeira. Ele foi nosso melhor embaixador", disse o ex-goleiro argentino Sergio Goycochea durante sua participação através de um vídeo.

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