Leven Siano x Salgado: com a posse próxima, atores políticos comandam narrativas diferentes no Vasco

Felippe Rocha
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No dia 16 de novembro, portanto dois dias depois da segunda eleição do processo eleitoral do Vasco, este LANCE! publicou sobre a batalha de narrativas que se via na política do clube. Pois quase dois meses depois, pouco mudou. Jorge Salgado e Luiz Roberto Leven Siano seguem, cada um à sua maneira, trabalhando de olho no futuro à frente do clube.

Em tese, a sucessão de Alexandre Campello já estava definida com a decisão, em dezembro, da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ). Naquele momento, o evento do dia 7, no qual Leven Siano foi o mais votado, foi invalidado, o que deu consequente vitória a Salgado, primeiro colocado no pleito da semana seguinte.

Ocorre que, na última quinta-feira, depois do recesso do Judiciário, uma onda de ações jurídicas foram vistas: em Brasília, o partido político Solidariedade; no Rio, recursos do presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro e do próprio Leven contestam a posse de Salgado, estatutariamente prevista para a segunda quinzena deste mês, mas ainda não marcada.

Torcedores também se mobilizaram em protesto no centro do Rio, esta semana, em favor do advogado como próximo mandatário vascaíno. Tudo isso na contramão do que apontavam os fatos das três últimas semanas - período de recesso do Judiciário -, inclusive a afirmação de Leven Siano de que não contestaria a decisão daquele dia 17 de dezembro.

Desde então, Jorge Salgado vem comandando um período de transição no clube. Seja nas diretorias, seja efetivamente no departamento de futebol. A contratação de Alexandre Pássaro para ser o executivo de futebol e o acerto - ainda não anunciado como oficial, mas já concreto - para o retorno/continuidade de Benítez passaram pelo empresário de 73 anos.

Na última sexta-feira, Salgado divulgou em redes sociais que esteve em reunião com vice-presidentes e com Luiz Mello, CEO da gestão que, embora não empossada, já dá algumas cartas em São Januário. Cada lado fazendo e mostrando.

Decisões do Poder Judiciário devem ditar os próximos passos antes da posse. Seja ela de quem for.

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