lenda do atletismo Carl Lewis quer que Jogos de Tóquio sejam adiados por dois anos

AFP
Carl Lewis durante um desfile de moda em Nova York, 5 de fevereiro de 2020
Carl Lewis durante um desfile de moda em Nova York, 5 de fevereiro de 2020

Nove vezes campeão olímpico de atletismo, o americano Carl Lewis pediu o adiamento por dois anos dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, mas se disse contra qualquer tentativa de cancelar o evento, neste domingo em declarações à emissora KRIV, de Houston.

A lenda do atletismo de 58 anos explicou que apoia os pedidos de adiamento feitos pela USA Track and Field (Federação de Atletismo) e pela USA Swimming (Federação de Natação) devido aos problemas que surgiram por causa da pandemia do coronavírus no mundo.

"A melhor parte disso tudo é que estão mandando solidariedade com essa mensagem", declarou Lewis.

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O ex-velocista explicou acreditar "que é realmente difícil para um atleta se preparar, treinar, se manter motivado se há incerteza total. Isso é o mais difícil".

"Como é um problema de saúde, está além do controle de todos. Acredito que a maioria dos atletas aceitaria" o adiamento, continuou.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio estão programados para começar em 24 de julho, enquanto que as competições classificatórias de natação e atletismo nos Estados Unidos para o evento estão agendadas para junho.

Muitos atletas têm brigado para poder continuar treinando, em um momento em que são obrigados a permanecerem isolados em casa para evitar a propagação do vírus.

"Os atletas não podem se preparar para os Jogos Olímpicos se não houver uma competição olímpica", enfatizou Lewis. "Acredito que a Federação de Atletismo, neste caso, deu um passo na direção certa. Acredito que estão criando uma mensagem que coloca os atletas em primeiro lugar e acho que os atletas apreciam isso".

Lewis pediu ao Comitê Olímpico Internacional (COI) que considere adiar os Jogos Olímpicos até 2022, para após os Jogos de Inverno de Pequim-2022.

"Alguns atletas estão a ponto de se aposentarem e isso pode doer, mas, na realidade, temos que pensar no que for melhor para a maioria", concluiu.

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