Leila avalia perfil conservador do Palmeiras em gastos e afirma: ‘Clubes funcionam como empresas’

LANCE!/NOSSO PALESTRA
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Em entrevista exclusiva ao NOSSO PALESTRA, pelo canal no YouTube, a recém reeleita conselheira do Palmeiras, Leila Pereira comentou sobre a mudança no controle das despesas do clube, que diminuíram bastante, principalmente, em relação a contratações nas últimas temporadas.

– Sem dúvida nenhuma, sempre é melhor manter os pés nos chão. Sempre pensando o que é melhor para a Sociedade Esportiva Palmeiras. Investir no que é, realmente, necessário, sem desperdício. Porque tudo no futebol é astronômico, é caríssimo. Então, procuramos sempre ser mais assertivos. – esclareceu a conselheira.

– É como eu ajo nas minhas empresas. Se for pra investir, tem que ser um investimento, extremamente, bem pensado e bem elaborado. E óbvio, priorizando sempre a nossa base, uma base supercampeã. A linha é essa! – encerrou.

Embora, defenda esse modelo mais moderado adotado pela gestão Galiotte no Palmeiras, no último ano, Leila garantiu que nunca se envolveu nesses temas dentro do clube.

– Eu sou conselheira, eu sou patrocinadora, eu disponibilizei recursos para adquirir os jogadores, mas eu nunca me envolvi. Porque é complicado pra mim. eu acho que o conselheiro não tem que se envolver na contratação. Não é o meu papel. Eu sei, exatamente, qual é o meu papel.

Perguntada se ela pretende realizar algum curso de gestão do esporte ou se somente tem interesse em aprender mais sobre a área, a possível candidata à presidência do Palmeiras disse já ter os conhecimentos necessários para desempenhar a função.

– Eu não preciso estudar o futebol. Eu sei e entendo perfeitamente. As pessoas falam tanto na profissionalização do futebol… eu acho que o clube de futebol deve ser tratado como uma empresa. Não que eu seja a favor de transformar o clube em uma empresa, mas sim de administrar ele como se fosse. Não tem segredo nenhum. Eu administro várias empresas. É a mesma coisa! – afirmou Leila, sendo taxativa na colocação.

– Você tem que ter responsabilidade financeira, não pode gastar mais do que arrecada, não pode gastar sem uma justificativa. Não precisa fazer um curso de gestão do esporte (para saber disso) – finalizou essa parte.

A conselheira ainda explicou melhor seu argumento citando que, dentro de um clube, cada profissional cumpre um papel específico e um mandatário não precisa, necessariamente, tem noções aprofundadas nesse outro setor.

– Uma presidente de futebol não é obrigado a orientar o técnico sobre a tática que ele vai utilizar em campo. Esse não é o papel do conselheiro, nem do presidente. É o papel do profissional que foi contratado para fazer esse trabalho. Então, esse negócio de curso de gestão… pelo contrário, eu sou uma pessoa, completamente, segura do que deve ser feito. Sei o que é melhor para o clube. – fechou Leila.

Apta à candidatura nas próximas eleições presidenciais do Palmeiras, Leila Pereira ainda deixou seu futuro em aberto, apesar de confessar seu desejo em se tornar presidente do clube. As eleições ocorrem em novembro e em a conselheira como candidata mais provável à sucessão de Maurício Galiotte.