Leco causa revolta geral após cornetadas ao São Paulo

Leco deixou o São Paulo no fim de 2020 sem nenhum título após cinco temporadas (Marcello Zambrana/AGIF)

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ressurgiu nos noticiários nas últimas horas e conseguiu unanimidade: torcida, conselheiros e diretores do São Paulo detonaram sua entrevista à Espn, publicada na manhã desta quinta-feira.

Presidente do Tricolor por cinco anos, Leco mentiu quando garantiu que não reduziu salários do funcionário em meio à pandemia - ele cortou 25% dos vencimentos em 2020. Já os atletas receberam só metade dos vencimentos, enquanto o restante ficou para seu sucessor.

Leco também enfureceu a todos quando defendeu Carlos Miguel Aidar, presidente que precisou renunciar antes de sofrer impeachment em meio a uma série de acusações de fraude. O ex-presidente ainda falou mal da reeleição, ignorando que pediu pelo direito de se reeleger durante a posse de Julio Casares.

Porém, as declarações mais polêmicas tiveram a ver com o time de futebol, que sob seu comando não conquistou qualquer título em cinco temporadas - o São Paulo de Leco só chegou a uma final e teve 33% de aproveitamento nos clássicos. Com direito a aumento das dívidas do clube de R$ 300 milhões para R$ 606 milhões.

Seu sucessor já tem um título (do Paulistão), três finais e aproveitamento de quase 50% nos clássicos em pouco menos de dois anos no Morumbi.

Leco ainda falou mal dos goleiros atuais, embora tenha contratado Tiago Volpi, Sidão, Jean, Denis... Mas o auge da entrevista foi a cornetada ao desempenho são-paulino na final da Sul-Americana contra o Independente del Valle. Como presidente, viu os seguintes desastres: Penapolense, Audax, Juventude, Defensa y Justicia, Colon, Talleres, Mirassol, Lanús, além da queda na fase inicial da Libertadores de 2020, pela primeira vez após 33 anos.