Leandro Castan fala sobre futuro no Vasco e vaias: 'Hoje sou o vilão'

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Na semana em que o Vasco finaliza sua participação na Série B, o zagueiro Leandro Castan concedeu uma entrevista do canal "Cara a Tapa", do jornalista Rica Perrone. O capitão cruz-malino falou sobre as vaias e o seu futuro. Ele também relembrou a repercussão de uma opinião sobre a campanha feita pelo clube em apoio ao movimento LGBTQIA+ (série de ações e camisa com a faixa arco-íris).


- Tenho contrato até o final do ano (final de 2022). Depende de quem vai chegar (diretor e treinador). Eu não sou aquele cara que vai dizer que tenho que ficar aqui. Se disserem que acabou, eu saio. Estava na Roma com contrato até 2020, ganhando em euro, e falaram que não dava mais. Fui lá, rescindi meu contrato e é assim a vida. Gosto muito do clube e tenho uma gratidão enorme pelo Vasco - todo mundo que está do meu lado sabe, amigos, família - disse, e emendou:

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- É o clube que me fez sonhar em jogar futebol de novo, para muitos eu não iria mais jogar. Joguei muitos jogos. Sei do que fiz aqui. Fica aquele sentimento de não conquistar um título importante, eu sonhava com isso, mas, infelizmente, nunca tive um time competitivo para alcançar esse objetivo. Quem sabe ano que vem, depende de quem chegar - completou.

Ao longo da entrevista, o defensor relembrou o polêmico episódio em que postou um versículo bíblico durante a campanha do Vasco em prol das pautas LGBTQIA+. Além disso, ele afirmou que vestiu a camisa com a faixa em diagonal nas cores do arco-íris por respeitar a instituição e o torcedor, mas que foi "meio que obrigado a vestir". Castan afirmou que o caso é passado, mas que muita gente usou para massacrá-lo.

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- Todo mundo me apoiou e sabe aquilo que eu fiz. Usaram isso para me massacrar, para me chamarem de homofóbico. Mas quem está comigo no dia a dia, família, amigos, sabe que eu não sou isso. Fizeram até matéria me massacrando. As pessoas esquecem que a gente tem família. O que eles me acusam fizeram comigo, de tentar massacrar, de ser preconceituoso. Mas, para mim, isso é assunto encerrado. Com ele (Maurício, do vôlei), foi pior, pois misturou política. Tenho minha consciência tranquila, pois sou cristão. A única coisa que eu fiz foi colocar um versículo da bíblia. Muitos advogados vieram me procurar para processar quem fez as matérias. Mas um dia vão prestar contas com Deus, eu estou tranquilo - explicou.

Por fim, o zagueiro analisou seu momento no clube, quando foi muito vaiado e xingado pela torcida, no empate por 2 a 2 com o Remo. De acordo com o atleta, o torcedor tem o direito de demonstrar a sua insatisfação, mas ele garante que sempre deu o seu máximo para ajudar o Cruz-Maltino.

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- Sempre tento fazer minha parte em campo. Tive várias oportunidades de ir embora, sempre fiquei para ajudar, tentar ser o herói. Mas tem aquela frase do filme do Batman: 'Ou você se torna herói ou fica o tempo suficiente para se tornar vilão'. Eu fiquei e hoje sou o vilão da parada. Dentro de campo, tenho minha consciência tranquila, que sempre dou meu máximo - pontuou, e acrescentou:

- Como sou zagueiro, não consigo fazer um gol para esconder meu erro. Quando erro, está lá. Sempre dei meu máximo e qualquer pessoa que trabalhou comigo no Vasco pode falar isso. Qualquer funcionário do Vasco que trabalhou comigo sabe disso. Esse é o legado que eu vou deixar aqui quando for embora. Quando perguntarem que foi o Castan, falarão sobre meu caráter, que ficará comigo para sempre. Ninguém pode falar nada sobre isso - salientou:

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- Neste último jogo, que estavam vaiando, a bola vinha, eu errava. Se errasse, pedia de novo. Cada um tem o direito de julgar da maneira que quiser. Eu não fico chateado com o torcedor que vaia. Ele está lá no estádio, pagou, é um direito dele. O negócio não pode colocar a mão, agressão. No estádio, ele tem o direito de vaiar, xingar. Eu não respondo, engulo seco e vamos para frente - finalizou.

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