“Mais brasileiro do que nunca”, Leal se prepara para vencer as Olimpíadas

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Leal durante amistoso da seleção pré-Liga das Nações (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)
Leal durante amistoso da seleção pré-Liga das Nações (Wander Roberto/Inovafoto/CBV)

Guilherme Faber (@fabergui) e Matheus Brum (@matheustbrum)

Yoandy Leal Hidalgo tem uma história incomum, até mesmo dentro do esporte, espaço onde narrativas diferentes são encontradas com maior frequência. Nascido em Havana, capital de Cuba, o ponteiro defendeu as cores do país natal até o vice-campeonato Mundial de 2010. Depois, decidiu sair da ilha para ser jogador profissional. O destino: Cruzeiro.

Com o time mineiro, fez história. Levantou 25 troféus – estaduais, nacionais, continentais e mundiais – e conquistou o carinho do público brasileiro com suas boas jogadas. O reconhecimento foi tão grande que se naturalizou brasileiro, em 2015. Dois anos depois, a Confederação Brasileira de Vôlei enviou um pedido para a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para que ele pudesse jogar com a camisa da seleção Brasileira. A FIVB liberou. Impôs uma “quarentena” de dois anos antes que pudesse estrear pelo novo país. Por sinal, e pelo destino, o mesmo que o venceu na Copa do Mundo de 2010.

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Seis anos após a naturalização e no segundo vestindo a “amarelinha”, Leal está próximo de disputar a primeira Olimpíada da carreira, com 32 anos. E não esconde a ansiedade. “Com certeza vai ser uma sensação incrível, é um dos meus sonhos. Não vejo o momento de poder participar”, afirmou em entrevista ao Yahoo Brasil.

Leal está disputando a Liga das Nações com a seleção Brasileira. O evento é um teste para as Olimpíadas, e vai servir como base para que o técnico Renan Dal Zotto defina os jogadores que vão buscar o bicampeonato Olímpico em Tóquio, em julho. “Vai ser uma boa preparação para estarmos 100% bem para os Jogos Olímpicos, já que é o grande objetivo do ano”, contou o camisa 9 brasileiro.

A convocação para Tóquio ainda não está definida, mas é muito difícil imaginar que Leal não esteja presente. Afinal de contas, o cubano naturalizado brasileiro é titular de Renan e esteve presente nas principais partidas da seleção até o momento.

Questionado sobre a falta de público nos Jogos Olímpicos, decisão que deve ser confirmada nos próximos dias, Leal disse que faz falta e que os estádios vazios na Itália (onde atuou pelo Lube Citivanova e foi campeão italiano), o fez acostumar com a situação.

“Claro que ficamos triste em jogar sem o calor da torcida nas arquibancadas, mas isso é preciso devido ao momento que estamos passando. No clube, por exemplo, já tivemos muitos jogos sem a presença de torcida, o que nos preparou. Sem dúvida o público é fundamental para um evento como as Olimpíadas, mas temos que fazer o melhor”, contou.

Mesmo em pouco tempo de seleção, Leal já enfileira títulos. Venceu a Copa do Mundo e Campeonato Sul-Americano, ambos em 2019, e o pré-olímpico, quando bateu a Bulgária em casa. Para conquistar a medalha olímpica, o ponteiro sabe que terá que passar por fortes adversários.

“Para mim, os principais rivais que temos nas Olimpíadas são as Seleções dos Estados Unidos, Polônia, Itália, Rússia e Argentina que possuem um bom time. Acho que esses são os principais rivais que iremos enfrentar em Tóquio”, explicou o jogador.

Para quem tem uma história de superação, os Jogos Olímpicos serão mais um na história de Leal. E que tem tudo para ter um final feliz.

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