Lava-Jato mira ex-ministro e cumpre 12 mandados de prisão por desvios na Eletronuclear

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O ministro Silas Rondeau foi um dos alvos da operação desta quinta (Foto: Reprodução)
O ministro Silas Rondeau foi um dos alvos da operação desta quinta (Foto: Reprodução)

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) cumprem nesta quinta-feira 12 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão na operação Fiat Lux, desdobramento das operações Radioatividade, Pripyat, Irmandade e Descontaminação, que apuram desvios de recursos em contratos da Eletronuclear. Silas Rondeau, ministro das Minas e Energia entre 2005 e 2007 no segundo governo Lula, é um dos alvos. O ex-deputado federal Anibal Ferreira Gomes (DEM-CE) também é procurado.

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O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do RJ, expediu 17 mandados de busca e apreensão e 12 de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.

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A Lava Jato pediu também o sequestro dos bens dos envolvidos e de suas empresas no valor de R$ 207 milhões pelos danos causados.

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De acordo com os investigadores, a exigência de propina teve início logo após o Almirante Othon Pinheiro chegar à presidência da estatal como "contrapartida à celebração de novos contratos e ao pagamento de valores em aberto de contratos que se encontravam em vigor."

A investigação teve como base a delação premiada dos lobistas Jorge Luz e o filho, Bruno, ligados ao PMDB.

A delação de Jorge e Bruno apontou o pagamento de vantagens indevidas em pelo menos seis contratos firmados pela Eletronuclear.

O MPF sustenta que parte do esquema operou com empresas sediadas no Canadá, França e Dinamarca, por isso o MPF solicitou a cooperação internacional e irá compartilhar o material da investigação com o Ministério Público destes países.

Temer réu

Em abril de 2019, Bretas aceitou duas denúncias pelo Ministério Público Federal desse caso e tornou réus o ex-presidente Michel Temer e o ex-ministro e governador do Rio, Moreira Franco

Temer e Moreira chegaram a ser presos em março do ano passado, mas foram soltos dias depois.

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Do Extra


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