Lateral apaga fama de baladeiro e vira excelente negócio ao São Paulo

Jorge Nicola
Lateral-esquerdo Junior foi comprado do Grêmio por R$ 500 mil (Erico Leon/saopaulofc.net)

 

Pratto, Cícero, Wellington Nem, Jucilei… todos esses reforços chegaram ao São Paulo com muito mais cartaz do que Junior Tavares. Mas o garoto de 20 anos, contratado para a base do Tricolor na temporada passada, certamente está entre os maiores acertos da diretoria. E por um preço bem acessível: R$ 500 mil por 50% dos direitos econômicos.

Junior desembarcou no Morumbi em 2016 depois de diversos problemas disciplinares no Grêmio. O lateral-esquerdo já tinha fama de bom de bola, tanto que ganhava salário de R$ 40 mil por mês antes mesmo de integrar o elenco profissional. Mas ele queimou seu filme e acabou “descoberto” por Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor-executivo de futebol do São Paulo.

O Grêmio topou emprestá-lo de graça para o time sub-20 do São Paulo, com preço da compra fixado. Junior também precisou ceder para recomeçar sua carreira: o novo salário, na capital paulista, foi reduzido para R$ 15 mil mensais.

O comportamento do gaúcho mudou radicalmente em Cotia e ele acabou promovido ao time principal em dezembro, com direito a um novo contrato – até dezembro de 2019 – e salário superior ao dos tempos de Grêmio.

Desde que passou a trabalhar com Rogério Ceni, em janeiro, Junior não deu qualquer problema fora dos campos e virou solução com a bola nos pés. Tanto que já é titular absoluto depois de algumas partidas de revezamento com Buffarini na lateral esquerda no início da temporada.

A confiança da diretoria em Junior é tamanha que o clube desistiu das conversas com Maxwell, iniciadas em julho do ano passado. O jogador do PSG, cujo contrato termina na metade da temporada, havia sinalizado com o acerto, mas o presidente Leco recuou por temer que sua contratação atrapalhe o crescimento de Junior.

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