Landim revela que Jesus 'abriu mão de parte do aumento' e que não não há cláusula para propostas da Europa


Perto de anunciar oficialmente a assinatura do novo contrato de Jorge Jesus, o Flamengo comemora o fato de as quantias não terem sido colossais como pareciam em outrora. E, em entrevista ao programa "Jogo Aberto", da Band, Rodolfo Landim afirmou que o vínculo do treinador não terá nenhuma cláusula que permita a saída do Mister sem custos no caso de uma proposta da Europa.

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O presidente do Rubro-Negro ainda realçou valores que Jesus abriu mão.

- Sobre Jesus, a gente já tinha previsto um valor maior para a renovação dele. Esse foi um dos motivo que a gente ficou conversando e explicou a situação do Flamengo. Ele mesmo abriu mão de parte do aumento que ele ia receber para ser técnico do Flamengo - disse Landim, emendando:

- A situação do Flamengo está longe de ser aflitiva. O Flamengo tinha um planejamento orçamentário para esse ano, que ficou afetado pelos problemas do coronavírus. Perdemos receita com sócios, bilheteria e tem a extensão do calendário, que deve terminar em janeiro e fevereiro. Esse efeito da pandemia vai afetar os nossos torcedores. E isso pode afetar o orçamento do ano. Essa foi a razão pela qual a gente estava avaliando todos os efeitos de ações que ocorrem, patrocinadores, para reavaliar o orçamento. Por isso procuramos os jogadores e falamos: “O planejamento era para receber X milhões ao longo desse ano, e vamos ter uma redução de receita. vamos precisar de alguns esforços”. Eles concordaram com isso.

NOVE JOGADORES COM COVID-19

Ativo para o retorno imediato do futebol e nas reuniões com federações e médicos, o Flamengo tem realizado testes rápidos semanalmente em jogadores, comissão técnica e funcionários, além de importar um aparelho para medir a temperatura de todos, no Ninho do Urubu. Mesmo assim, nove atletas do elenco principal já tiveram contato com a COVID-19, segundo Landim, que não revelou o período das respectivas infecções e nem os infectados.

- Fizemos protocolos rígidos, estamos testando jogadores e familiares. O primeiro movimento testamos cerca de 300 pessoas e tivemos 38 infectados e hoje temos a convicção de que nove jogadores nossos tiveram contato com coronavírus. Se a gente for ver, os países que tiveram maior sucesso foram os que testaram maiores pessoas. A gente testa os jogadores duas vezes por semana e desde que trouxemos os jogadores, nenhum foi detectado. Eles se reapresentaram dia 18, tivemos nove infectados e no núcleo familiar 38 pessoas. Isolamos os que tiveram doentes, fazendo até um beneficio para a sociedade. Sabemos que é difícil para um país todo fazer isso, mas provou que estávamos corretos.











Rafinha - Flamengo
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Rafinha realiza exame (Foto: Alexandre Vidal/ Flamengo)

PROTOCOLOS DE SEGURANÇA

Desde janeiro de 2019 no cargo, o presidente do Flamengo ainda salientou, na visão do clube, a importância de os atletas retornarem aos treinos, enquanto o Rubro-Negro agiliza os protocolos de saúde e segurança a fim da volta das competições. Cabe lembrar que o Fla retornou aos treinos há cerca de três semanas.

- Buscamos as voltas dos jogos, mas queremos dar exemplo para a sociedade de como fazer isso. O flamengo colocou toda a sua área médica com clubes da Europa e analisou todos os protocolos técnicos para voltar da forma mais segura. Fomos à CBF, colocamos os médicos a disposição e fomos elogiados pela Conmebol como padrão para o que os clubes precisam fazer com os jogadores. Era importante voltar, os jogadores estavam parados há dois meses. Mesmo fazendo exercícios em casa acaba perdendo massa muscular, forma, ganha peso. Eles precisam do corpo para a profissão.

SÓCIO-TORCEDOR E PREJUÍZO NAS RECEITAS

Um outro assunto em voga, sobretudo entre a torcida, se dá a respeito do sócio-torcedor. O Flamengo ainda não se posicionou oficialmente acerca dos pacotes do Brasileirão, por exemplo, pois espera as consequências da adaptação no calendário. Landim citou o tema, brevemente, ao abordar os prejuízos nas receitas por conta da pandemia do novo coronavírus.

- Tivemos perda de receita no sócio-torcedor, perda de receita de bilheteria. No calendário, os campeonatos só devem acabar no ano que vem, causa um efeito de caixa. Talvez a gente tenha que repensar o preço dos ingressos








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