LANCE! na Jogada: Diretor do IBOPE avalia pesquisa sobre torcedores mistos: ‘Desafio é transformar o simpatizante em fã’


Com a paralisação dos campeonatos e a pandemia do novo coronavírus que assombra o mundo, o LANCE! busca outros meios de levar conteúdo para os fãs de esporte. O programa 'LANCE! na Jogada' recebeu o diretor executivo do IBOPE/Recupom, José Colagrossi, para um bate-papo. O convidado analisou a maneira que os clubes brasileiros se relacionam com os torcedores.

- Existe no Brasil um enorme preconceito contra o torcedor misto. O torcedor misto como nós. Ele só é diferente por uma questão cultural, geográfica ou histórica. Ele desenvolveu um amor por um clube e uma grande simpatia por outro. Somos 41 milhões de torcedores mistos. O torcedor misto não torce por dois clubes. Ele tem um clube de coração - comentou.


Em maio, o IBOPE/Recupom divulgou o resultado do levantamento e cerca de 41,1 milhões de pessoas torcem por mais de um clube de futebol no país. Este número representa cerca de 37% dos 110,4 milhões torcedores do Brasil. O diretor executivo José Colagrossi acredita que a principal razão para o aumento de número de 'torcedores mistos' são as transmissões nacionais de times do Rio de Janeiro e São Paulo.

- Quando a Rádio Nacional do Rio de Janeiro transmitia o futebol do Rio para o Brasil inteiro, as pessoas escutavam os jogos de Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense, não dos times locais. Depois a Rádio Globo começou com as transmissões do Rio para o Brasil inteiro e, mais tarde, a TV Globo também. E foi uma coincidência que quando ela começou a transmitir os jogos do Rio para o Brasil inteiro foi naquela fase histórica do Flamengo de Zico, que ganhou tudo até o Mundial de 81, o que gerou essa enorme simpatia pelo Flamengo no Nordeste. Em algum momento essa chave virou, com uma geração mais nova que não via os times locais disputando títulos e o interesse passou a ser maior por times do sul e sudeste - explicou.



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