LANCE! na Jogada: Amir Somoggi põe São Paulo entre clubes que terão 'enormes problemas' financeiros


Amir Somoggi, especialista em marketing e gestão esportiva, foi convidado do "LANCE! na Jogada", um bate-papo sobre o resultado financeiro dos clubes brasileiros, que recentemente divulgaram seus balanços de 2019. No caso do São Paulo, a análise aponta para um caminho preocupante.

O clube fechou o ano passado com R$ 156 milhões de déficit e, como todos os outros, está precisando lidar com um período de receitas muito reduzidas devido à paralisação dos campeonatos. Amir coloca o Tricolor entre as equipes que terão "enormes problemas" financeiros por já virem de um ano difícil.

- São Paulo, Santos, Corinthians e Botafogo terão enormes problemas, porque eles já vêm de problemas financeiros em 2019, não solucionados. O Corinthians está em uma situação dramática, o maior prejuízo da história do futebol brasileiro, nunca vi nada parecido, um clube não poderia fechar com menos R$ 177 milhões. O São Paulo da mesma maneira, sigo na mesma linha, está com menos R$ 156 milhões. São clubes que gastam mais com futebol do que toda a sua receita, como se eles não tivessem clube social, como se eles não tivessem dívidas fiscais, como se não tivessem que pagar outras coisas. Olha que loucura - disse.

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O São Paulo divide o seu déficit em duas partes: a parte operacional, que tem relação direta com o que foi ou deixou de ser feito em 2019 (as receitas foram menores do que o esperado devido aos resultados decepcionantes na Libertadores e na Copa do Brasil, enquanto as despesas explodiram devido a contratações de jogadores), e a parte não operacional, que corresponde a praticamente metade do prejuízo e diz respeito a acordos costurados para encerrar antigas disputas judiciais. Os pagamentos não foram feitos em 2019 e nem serão feitos de maneira imediata, já que o São Paulo apostou em longos parcelamentos, mas o valor entra todo no resultado do ano, o que aumenta o valor do déficit.

Em entrevista ao LANCE! (clique aqui para ver), o diretor financeiro do clube, Elias Albarello, ainda explicou que a dívida de curto prazo dobrou em 2019 devido a empréstimos colhidos com instituições financeiras. No entanto, a gestão Leco promete quitar estes empréstimos novos até dezembro de 2020 para que a próxima gestão não herde isso - haverá eleição no fim do ano.


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