Löw nega qualquer tipo de racismo na seleção da Alemanha

AFP
O técnico da seleção alemã, Joachim Löw, participa de entrevista coletiva em Munique
O técnico da seleção alemã, Joachim Löw, participa de entrevista coletiva em Munique

O técnico da Alemanha, Joachim Löw, negou qualquer tipo de racismo na equipe nacional de futebol, antes ou durante a Copa do Mundo da Rússia-2018, em resposta às declarações de Mesut Özil quando anunciou sua aposentadoria da seleção, em julho.

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"Desde que estou na Federação Alemã (a partir de 2004 como auxiliar técnico) nunca aconteceu nenhuma forma de racismo na equipe nacional, os jogadores sempre se identificaram com nossos valores", declarou Joachim Löw em uma entrevista coletiva em Munique para anunciar a lista de convocados para o jogo contra a França em 6 de setembro pela Liga das Nações da Uefa.

Mesut Özil, que durante anos foi um dos jogadores favoritos de Löw, anunciou sua despedida da seleção depois do Mundial, no qual a Alemanha fracassou e foi eliminada na fase de grupos.

Özil protagonizou uma crise antes da Copa, por fotos que tirou ao lado do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o que para alguns setores de seu país indicava a falta de compromisso do jogador com os valores da Alemanha. O atleta do Arsenal nasceu em Gelsenkirchen em uma família de origem turca.

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Em um comunicado de quatro páginas, Özil anunciou sua aposentadoria da seleção e acusou principalmente o presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Reinhard Grindel, de "racismo".

Joachim Löw admitiu que não teve contato com Özil desde então.

"O jogador não me ligou. Normalmente os jogadores fazem isto quando decidem se aposentar (da seleção)", afirmou o técnico, antes de informar que recebeu uma ligação de um representante do atleta.

"Ainda não me ligou. Eu tentei entrar em contato por mensagem e por telefone", disse.

Ao comentar a campanha ruim na Copa do Mundo, o treinador admitiu que a polêmica do caso Özil e de Ilkay Gündogan, que também apareceu em fotos com Erdogan, foi "subestimada" na época.

"Esta história reduziu nossas forças e afetou nossos nervos", afirmou.

 

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