Líder e eficiente: Balbuena é o único reforço de 2016 a se 'salvar' no Timão

Bruno Cassucci

O Corinthians contratou no atacado em 2016. Investiu alto em Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Guilherme. Depositou esperanças em Marlone, André, Vilson e Willians. Apostou em Alan Mineiro, Camacho, Gustagol... Ainda viram outros de menor status, mas dentre todos os reforços só um deles conseguiu se firmar e é titular da equipe hoje: o zagueiro Balbuena.

Após oscilações, o paraguaio de 25 anos cresceu de produção nesta temporada, quando ganhou a parceria de Pablo. Aliás, a solidez defensiva da dupla é uma das apostas do Timão para não sofrer gols do Botafogo-SP neste domingo, na Arena, vencer e se classificar para a semifinal do Paulistão.

Ex-zagueiro, o hoje técnico alvinegro, Fabio Carille, está encantado com o desempenho dos defensores:

- Não sei se a melhor do país, mas é um casamento perfeito até agora. Jogadores de imposição física, bola aérea muito boa, agilidade na recuperação. Não tenho acompanhado em outros estados. Mas, em números, sim, são os melhores, tivemos dez jogos sem tomar gol com essa dupla - disse.

A boa fase de Balbuena é fruto também da melhor adaptação do paraguaio ao Brasil. Ele está mais à vontade não só no país, mas também no elenco alvinegro, tendo assumido papel de líder no Corinthians. Capitão da equipe na última quarta-feira, contra a Universidad de Chile, o zagueiro é o segundo que mais usou a braçadeira em 2017, atrás apenas de Fagner, que foi capitão em uma partida a mais.

Porém, nem tudo é só alegria. Se o camisa 4 chegou ao Corinthians com fama de goleador, marcando dois gols num intervalo de 11 dias em seus primeiros jogos, a fonte secou desde então. Neste ano, ele passou perto algumas vezes, mas ainda não balançou as redes. Quem sabe o fim da seca não veja acompanhado da classificação nesta tarde...









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