Léo Santos pede por luta em Brasília e dispara contra ranking do UFC: "Palhaçada"

Após quase três anos sem lutar, Léo Santos retornou ao octógono mais famoso do mundo em grande estilo. Em junho deste ano, o brasileiro nocauteou Stevie Ray, no UFC Suécia, e manteve sua invencibilidade de sete lutas na franquia. Curtindo o bom momento, o campeão do ‘The Ultimate Fighter Brasil 2’ não cogita mais ficar tanto tempo sem atuar e já mira uma data para fazer mais uma apresentação na entidade, mas dessa vez em solo nacional. Para isso, o atleta sobe o tom e não economiza nem mesmo em criticar a própria organização.

Durante conversa com a imprensa na última terça-feira (3), que contou com a presença da reportagem da Ag Fight, na academia ‘Upper’, no Rio de Janeiro, o peso-leve (70 kg) aprovou a ideia de atuar no UFC Brasília, em evento que está programado para acontecer em março. Apesar de atualmente lidar com uma lesão que o impediu de competir novamente neste ano, o atleta ratificou a vontade de se manter saudável para se apresentar mais vezes em 2020.

Role para baixo para continuar lendo
Anúncio

“Quebrei a costela, aí temos que ficar parados um mês sem fazer nada. Acho que isso atrasou um pouquinho, mas no início do ano que vem estarei de volta. Já estou treinando direto. Pedi para o Dedé (Pederneiras) para em fevereiro ou março lutar. Agora depende do UFC. Até o UFC Brasília seria uma forma de segurança, por eu ser brasileiro, campeão do TUF Brasil 2, seria uma ótima oportunidade para estar de volta. Para mim não tem muito o que escolher, quero lutar o máximo possível esse ano (em 2020). Fiquei muito tempo parado e voltei com uma vitória maravilhosa, então quero continuar trabalhando”, relatou.

Apesar de ainda estar invicto no Ultimate, com seis vitórias e um empate, Léo Santos nunca figurou entre os principais nomes da categoria no ranking oficial do evento. E apesar de ter ficado afastado das competições algumas vezes, o atleta da equipe ‘Nova União’ questiona a falta de visibilidade para seus feitos, tanto que pediu por uma regra clara para que os lutadores sejam apontados como os melhores de suas categorias.

“Não concordo com isso de: ‘Ah, você ficou parado muito tempo’. Você vê o ranking do UFC. Quando eu comecei a ganhar, achei que ia subir. Tinha gente ali que tava um, dois anos sem lutar e não sai do ranking. Por quê? Não é o quesito você não estar lutando, não tem isso. O problema é que estou ali lutando, estou pegando os caras, mas era para estar subindo mas não subo. Meu nome nem chegou a 15. Para mim esse ranking é uma palhaçada”, criticou, antes de pedir por um sistema de pontuação.

“Para mim quem ganhasse… ganhou nocauteando? Tantos pontos. Tudo bem que o UFC é um show e você tem que olhar o cara que atrai o público, como o Conor (McGregor), como o Tony Ferguson. Mas isso não existe. Você está lutando e lutando e tem que dar a sorte de pegar um cara ranqueado e ganhar bem. Porque também se você perder para esse cara ranqueado você nunca mais volta. É bem complicado. Você vê vários caras duríssimos que estão abaixo do top 15 que não tem nenhuma chance. (…) Até falei pro Dedé isso, acho que vou esquecer isso. Vamos lutar, fazer nosso trabalho, e tranquilo. Se ficar pensando nisso acabo as vezes pegando uma luta, correndo contra o tempo, e fazendo uma besteira. Mas não depende só da gente, depende do UFC”, completou.

Lidando com lesões nos últimos anos, Léo jamais cogitou uma aposentadoria do MMA e se manteve ativo de uma outra maneira na academia. Como é um dos lutadores mais antigos a integrar a Nova União, tem a experiência para ajudar os companheiros para os seus compromissos. Apesar de ressaltar um aprendizado especial, o atleta, por ora, descartou assumir o posto de ‘head coach’ na ausência de Dedé Pederneiras.

“Ele (Dedé) é um técnico fora do normal. Esse cara não existe. A visão que ele tem da hora da luta e eu tento aprender ao máximo. Essa época que tava lesionado, ajudava (os companheiros), puxava o treino. É ótimo tê-lo como técnico, mas é ruim porque é atarefado demais. Mas agora que estou de volta, preciso olhar pro meu lado. Estou sempre ajudando, mas tenho que ver meu lado. Temos atletas experientes que ajudam. Estamos conseguindo trabalhar bem na ausência dele. Ele disse que agora vai voltar a olhar mais a galera”, finalizou.

Após uma carreira de sucesso no jiu-jitsu, Léo Santos deu seus primeiros passos no MMA em 2002. Seu grande momento na carreira aconteceu em 2013, quando conquistou a segunda edição do ‘TUF Brasil’, ao vencer William ‘Patolino’ na decisão. No Ultimate, o peso leve ainda está invicto, com seis vitórias e um empate.

Leia também