Klopp repreende torcedores do Liverpool por comemorações caóticas

AFP
Torcedores do Liverpool comemoram o título inglês nos arredores do estádio Anfield, 25 de junho de 2020
Torcedores do Liverpool comemoram o título inglês nos arredores do estádio Anfield, 25 de junho de 2020

O técnico do Liverpool, Jürgen Klopp, pediu aos torcedores do Liverpool que comemorem "em total segurança" durante o período atual de pandemia do novo coronavírus, após a torcida protagonizar cenas caóticas de festa nas ruas da cidade inglesa pelo título da Premier League conquistado pelo clube.

Durante a segunda noite de comemorações, milhares de torcedores do Liverpool se reuniram na sexta-feira (26) no Pier Head, um bairro à beira do rio Mersey, para celebrar a conquista do clube, que se sagrou campeão inglês pela primeira vez em 30 anos.

A polícia local relatou confrontos violentos e lançamento de projéteis durante as comemorações no centro da cidade até a madrugada, sem que as medidas de distanciamento social para conter a propagação do coronavírus fossem respeitadas.

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Em carta aberta publicada no jornal local, Klopp afirmou não ter gostado do comportamento de alguns torcedores durante as comemorações.

"Sou um ser humano e a paixão de vocês também é a minha, mas nesse momento, o mais importante é que não tenhamos esse tipo de aglomerações públicas", escreveu o técnico alemão.

"Devemos isso às pessoas mais vulneráveis de nossa comunidade, aos trabalhadores da saúde que deram tanto e que aplaudimos, assim como à polícia e às autoridades locais que nos ajudam, como clube", completou.

O técnico exortou os torcedores a festejar em total segurança.

"Se as coisas fossem diferentes, eu adoraria comemorar com vocês, ter um desfile que seria ainda maior que o que fizemos depois da vitória na Liga dos Campeões no ano passado, para podermos compartilhar esse momento especial, mas simplesmente não é possível", lamentou Klopp.

"Quando o momento chegar, festejaremos. Aproveitaremos esse momento e pintaremos a cidade de vermelho. Mas, agora, fiquem em casa o máximo possível", concluiu.

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