Khedira sobre 7 a 1: "Low prometeu sacar quem tirasse o pé no segundo tempo"

Goal.com

O fatídico 7 a 1 na Copa do Mundo de 2014 é um episódio que a maioria dos brasileiros preferia não ter visto. Mesmo assim, é impossível negar que o comprometimento e a intensidade da Alemanha no segundo tempo, quando a partida já estava mais do que decidida, foram notáveis. E o responsável por esse comportamento, segundo Khedira, foi o técnico alemão Joachim Low.

Em entrevista à Sport Bild, da Alemanha, o volante da Juventus contou como foi a conversa entre os jogadores e o treinador da seleção no vestiário, no intervalo da partida, quando o placar já estava em 5 a 0.

“Jogi [Low] nos disse: 'Ótimo! Mas o jogo ainda não acabou. Se eu ver que alguém está brincando com os brasileiros, eu tiro imediatamente”, destacou.

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A postura foi definitivamente uma clara amostra de respeito, uma vez que os jogadores da Alemanha em nenhum momento fizeram firula, passaram o pé por cima da bola ou menosprezaram o abatido adversário, mesmo com a goleada na casa do rival.

"Ele eliminou completamente a euforia e disse: 'Estamos começando de novo no 0 a 0 e queremos vencer o segundo tempo também'. Esse foi um discurso perfeito dele", completou.

Sami Khedira Germany Brazil World Cup 08072014
Sami Khedira Germany Brazil World Cup 08072014
Foto: Getty Images

Khedira foi titular naquela partida e formou o meio de campo ao lado dos craques Bastian Schweinsteiger e Toni Kroos. Mas mais do que o talento individual daquele time, o jogador da Juventus ressaltou que o grande diferencial da seleção alemã era a relação de confiança e união entre os jogadores e a comissão técnica, além da bela administração do vestiário feita por Joachim Low.

"Estávamos nos braços um do outro. Mesmo aqueles que não tinham acesso ao vestiário no intervalo, todo mundo estava lá, e de cima veio a mensagem: 'Aproveitem, mas sigam firmes'”.

Apesar de ser um volante moderno, capaz de se apresentar ao ataque e marcar seus gols, balançar as redes não é a especialidade de Khedira. Mas no jogo contra o Brasil ele também deixou o dele, aos 28 minutos do primeiro tempo. Após a partida, o jogador contou que ninguém acreditava no que tinha conhecido e que ele recebeu mais mensagens do que podia ler.

“Recebi mensagens de todo o mundo. Não foi comparável nem a um aniversário. Não conseguia ler tudo. Todo mundo me escreveu 'Inacreditável!', 'Louco!', 'O que está acontecendo?'. Tunisianos, alemães, pessoas que eu nem conhecia como fãs de futebol", completou.

A postura da seleção alemã foi um exemplo para todos e principalmente para muitos brasileiros, que em uma situação daquelas adorariam fazer graça e menosprezar o adversário.

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