Nuzman propõe mudanças nos Pan-Americanos e nova forma de trabalhar na Odepa

Redação Central, 9 mar (EFE).- Candidato à presidência da Organização Esportiva Pan-Americana (Odepa), o dirigente brasileiro Carlos Nuzman promete mudanças no programa esportivo dos Jogos Pan-Americanos para adaptá-los aos Jogos Olímpicos e uma nova forma de trabalhar na organização.

"Trabalhar incansavelmente para ter mais provas classificatórias olímpicas, atualizar o programa para melhorar o vínculo com a juventude e estar em sintonia com o programa olímpico e considerar, eventualmente, a realização de Jogos da Juventude de Inverno e Verão são algumas das propostas de Nuzman", disseram à Agência Efe pessoas próximas ao candidato, atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e que também presidiu o Comitê Rio 2016.

As eleições à presidência da Odepa serão realizadas no próximo dia 26 de abril em Punta del Este, no Uruguai. Além de Nuzman, são candidatos Keith Joseph, de São Vicente e Granadinas, Neven Ilic, do Chile, e José Joaquín Puello, da República Dominicana.

O eleito sucederá o mexicano Mario Vázquez Raña, que comandou o órgão de 1975 até sua morte em 2015. Desde então, o cargo é ocupado de forma interina pelo uruguaio Júlio César Maglione.

Fontes próximas a Nuzman disseram que o presidente do COB quer "devolver aos Jogos Pan-Americanos o status extraordinário de segundo maior evento poliesportivo do mundo".

Outra das ideias do candidato brasileiro é redesenhar a proposta comercial dos direitos de transmissão do evento e renegociar, se possível, os acordos existentes. Nuzman quer desenvolver as plataformas digitais e criar uma agência de notícias da Odepa para produzir conteúdo e distribuir as notícias da região.

Se ganhar for eleito, Nuzman fará também um "estudo de viabilidade" para abrir um escritório satélite da organização em Miami, além de fortalecer o papel da sede do México da Odepa.

O programa de Nuzman também quer criar no órgão novas comissões de trabalho, como as de desenvolvimento, atletas, solidariedade e comunicação, com um atleta em cada uma delas.

"Precisamos de uma Odepa moderna, digital, que se ajuste às normas, que seja ética, diversa e inclusiva", diz o programa de Nuzman, que foi entregue aos membros da Odepa junto com uma carta de apresentação do dirigente esportivo brasileiro.

Na carta, Nuzman se define como a "pessoa adequada para enfrentar um desafio de semelhante magnitude como presidir a Odepa" e repassa sua biografia pessoal e esportiva até chegar ao COB.

O dirigente destaca que, sob seu comando desde 1995, o Brasil conquistou mais medalhas do que nos 75 anos anteriores.

"A obtenção dos Jogos Olímpicos foi minha maior vitória no esporte. Coloquei na organização toda minha capacidade e experiência como líder e gerente", diz Nuzman na carta. EFE