Kaká diz lamentar, mas não justifica ausência em velório de Pelé

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em postagem no Instagram, Kaká rebateu as críticas recebidas durante a Copa do Mundo, lembradas após a morte de Pelé, acontecida no último dia 29, e lamentou não ter ido ao velório do Rei do futebol, mas não justificou a ausência.

Último jogador do país a ser eleito melhor do mundo pela Fifa (em 2007), ele causou polêmica durante o Mundial do Qatar ao dizer que o brasileiro não reconhece seus ídolos. A frase foi lembrada no funeral de Pelé. Nenhum dos integrantes da seleção pentacampeã mundial de 2002 esteve presente. Do elenco que conquistou o título de 1994, apenas o volante Mauro Silva compareceu.

"Como brasileiro e amante do futebol, meu respeito e admiração permanecerão e sinto demais não ter ido para Santos. Tive a oportunidade de homenagear o Rei em vida algumas vezes, entre elas, uma conversa apenas entre nós, promovida gentilmente por seu filho. Foi mais um momento especial, entre outros, que guardarei em meu coração", escreveu.

Ninguém entre os convocados para a Copa do Qatar também foi à Vila Belmiro, onde aconteceu o velório.

Quando Kaká venceu a eleição para melhor do mundo, quem lhe entregou o troféu foi Pelé. O meia-atacante, que atuava pelo Milan (Itália) à época, lembrou-se disso em sua postagem.

"Durante a Copa do Mundo, uma declaração minha foi feita dentro de um contexto, mas infelizmente se espalhou como uma crítica a todo o povo. Nunca foi essa a minha intenção. Nem poderia ser, principalmente pelo fato do povo brasileiro ter sempre me tratado com muito amor. Eu me referia apenas às pessoas que, naquele momento, torciam contra um ídolo da Seleção. Errei na forma deselegante que citei um amigo, mas já me desculpei, seguimos juntos em frente", completou.

Ele se refere a ter dito que Ronaldo Fenômeno seria apenas um "gordo andando pela rua". O comentário foi feito durante programa da BeIn Sports, emissora que pertence a empresa ligada à família real do Qatar.

Dias depois, Ronaldo afirmou ter entendido o significado da declaração de Kaká e atribuiu o mal-entendido ao inglês claudicante do amigo.

Kaká também escreveu ter sugerido a Gianni Infantino, presidente da Fifa, que um dos prêmios concedidos em sua cerimônia que premia os melhores jogadores do ano, seja batizado com o nome de Pelé.