Justiça determina que criança adotada em 2014 seja devolvida à avó

Colaboradores Yahoo Notícias
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Sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) determinou que uma criança de 8 anos, adotada em 2014, seja devolvida à avó paterna. A família adotiva recorreu da decisão em segunda instância, e o caso será julgado em 11 de fevereiro de 2021.

A defesa da dos pais adotivos disse que várias denúncias foram feitas contra a família biológica, o que motivou a ida da criança para o acolhimento. O genitor da garota chegou a ser condenado pelo homicídio do próprio pai.

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“Eram no sentido de negligência, maus tratos, mãe usava drogas ilícitas e álcool. A criança não era bem alimentada, condição precária de higiene. A mãe a expunha a homens aos quais ela se relacionava. Deixava a criança sozinha com eles. A avó chegou a dizer, na época, que era até melhor ela ser adotada porque não estava bem cuidada”, afirmou a advogada Larissa Jardim ao portal G1.

A avó paterna da menina tem 62 anos e mora sozinha em uma cidade na região central de Minas Gerais. Ela propôs a ação de guarda em 2015. “Estou morrendo de saudade, ela é tudo o que tenho. Minha única neta. Quero ela aqui em casa, no quartinho que já está pronto esperando ela chegar. Enquanto eu não conseguir, não terei sossego”, contou a idosa.

“Essa adoção foi de um jeito estranho, nunca nem vi esse casal, nunca me deixaram ver a menina, perdi contato completamente. Desde o início eu procuro meus direitos para ter minha neta de volta”, prosseguiu a avó.

O pai da menina está em liberdade e, segundo a aposentada, ele mora em outra casa e, não teria condições de cuidar da filha: “Ele falou para o advogado que passa a guarda pra mim sem problemas”. A avó não deu detalhes sobre a mãe da criança. Disse apenas quem ela “sumiu”.