Justiça nega novo pedido de habeas corpus ao influenciador 'Big Jhow'

A Justiça do Distrito Federal negou o pedido de habeas corpus a Elizeu Silva Cordeiro, conhecido como "Big Jhow", acusado de lavagem de dinheiro e por promover sorteios ilegais de veículos. A prisão preventiva do influenciador foi mantida.

Elizeu foi preso no dia 16 de novembro, em Esmeraldas, na região Metropolitana de Belo Horizonte, após a segunda fase da Operação Huracán. O mandado de prisão foi cumprido pela Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais (CORE/MG ), no condomínio onde Big Jhow reside.

De acordo com a decisão desta segunda-feira, a "presente impetração consubstancia mera reiteração de pedido já em processamento, o writ não merece trânsito. (...) NEGO SEGUIMENTO ao habeas corpus", afirma o desembargador.

Durante busca, autorizada pela Justiça, foram apreendidas um carro de luxo, da marca Lamborghini, uma Toyota/Hillux SW4, uma lancha e um jet ski pertencentes ao investigado.

No sorteio da Lamborghini, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, o interessado precisava pagar uma cota de R$ 24,90. De acordo com a descrição no site, o comprador do maior número de cotas ganharia ainda um Jeep Renegade 2021.

No dia 10 de novembro, o carro de luxo foi alvo de mandado de busca e apreensão no âmbito da operação da Polícia Civil do Distrito Federal contra sorteios ilegais e lavagem de dinheiro. No entanto, o influenciador se recusou a entregar aos agentes a localização do veículo. Sem mandado de prisão contra ele, Elizeu foi preso por desobediência, em Minas Gerais. Mas foi solto após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) na delegacia.

Nas redes sociais, ele publicou um comunicado informando aos seus seguidores sobre o ocorrido. "Foram bloqueadas todas as minhas contas, a Lamborghini foi apreendida, como a maioria de vocês já sabe. Mas eu vou ir até o final dessa ação, não vou prejudicar vocês, que sempre confiaram e participaram dos meus projetos", publicou o influenciador, garantindo que vai finalizar a ação, como combinado.", escreveu.

Segundo a Polícia Civil, os valores arrecadados eram dissimulados a partir de três empresas consideradas de fachada, em Taguatinga, no Distrito Federal e em Minas Gerais. Ainda de acordo com as investigações, as rifas com a distribuição de prêmios por meio de sorteios deve seguir regras estabelecidas pelo Ministério da Economia, o que não era feito pelo influencer.