Justiça dos EUA condena Marin a 4 anos de prisão e multa de US$ 1,2 milhão

DANIELLE BRANT
Folhapress
Ex-presidente da CBF, José Maria Marin, chegando ao tribunal nos EUA em 2017 (DON EMMERT/AFP/Getty Images)

José Maria Marin

Ex-presidente da CBF, José Maria Marin, chegando ao tribunal nos EUA em 2017 (DON EMMERT/AFP/Getty Images)

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - A Justiça americana condenou nesta quarta-feira (22) o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin, 86, a 48 meses de prisão e a pagar multa de US$ 1,2 milhão por receber propinas e lavar dinheiro no escândalo de corrupção da Fifa.

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Marin foi condenado depois de um julgamento de 3 horas pela juíza Pamela Chen, que ordenou ainda o confisco de US$ 3,3 milhões do cartola.

Dos 48 meses estipulados inicialmente, Marin terá que cumprir apenas 28. Sete foram removidos da sentença por bom comportamento e outros 13 meses que o cartola já está preso devem ser computados.

A multa de US$ 1,2 milhão será dividida em seis parcelas, que começarão a ser pagas seis meses depois de 20 de novembro, quando a juíza fará nova audiência para decidir sobre a restituição.

As acusações no chamado Fifagate englobam ações de suborno, fraudes e de lavagem de dinheiro. Os cartolas teriam recebido pagamentos ilegais, que começaram em 1991 e atingiram duas gerações de dirigentes e executivos, que movimentaram mais de R$ 564 milhões.

Parte desse dinheiro foi pago para obtenção de vantagens por empresas para terem os direitos de transmissão de partidas das eliminatórias do Mundial.

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