Juliana Alves: "O racismo é perverso e se reinventa"

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A atriz e ativista Juliana Alves não começou a falar sobre racismo agora. Aliás, o tema também não é novo, muito pelo contrário. As vozes sempre estiveram aí e o debate apenas ganhou amplitude.

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No Yahoo Entrevista desta semana, a artista relembra a luta dela e de sua família contra o racismo e a importância de assumirmos de uma vez por todas, que sim, somos uma sociedade racistas. Pois assim conseguiremos falar e atingir a igualdade.

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“Tem países que têm memoriais, que têm locais que servem de símbolo do que aconteceu e esse país não quer mais que aconteça. E, enquanto o Brasil não reconhecer os seus erros e as suas tragédias, a gente vai ter dificuldade de avançar", avalia Juliana.

E, afinal, o que é ser antirracista? Juliana explica:

“Ser antirracista não é simplesmente querer falar sobre o tema ou nos dar visibilidade. É muito legal, mas se você chega na sua casa e reproduz valores racistas para os seus filhos, você continua perpetuando o racismo. Então, acima de tudo, eu acredito no caminho da educação.”

A artista ainda comenta os ataques racistas que acontecem com pessoas negras em posições de destaque, como rolou recentemente com a médica e vencedora do "BBB 20", Thelminha.

"Porque, quando a pessoa ataca, ela não tá atacando a Thelma, única e exclusivamente. Ele tá atacando a Thelma, que é uma mulher negra bem-sucedida, que fala muito bem, que é muito inteligente, que é muito linda, e está atacando também tudo o que ela representa."

"A Thelma representa o sucesso das pessoas negras. E tem pessoas que realmente não estão preparadas e não aceitam isso. O racismo realmente é perverso. Ele vai se reinventando mesmo. A gente vai chegar lá, e a gente sempre vai enfrentar mais obstáculos por conta disso. E é muito bom que ela tenha reagido a isso. E a gente vai continuar reagindo, vai continuar falando até que essas pessoas sejam desencorajadas.”


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